Poesia - Pacta sunt servanda, por Marcos Coelho
- Alex Fraga

- 1 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Marcos Coelho, com Pacta sunt servanda.
Pacta sunt servanda
Marcos Coelho
Um contrato e seus acordos...
Pacto assinado com sangue...
Sangue derramado em papel...
Sangue derramado ao chão de terra batida...
Pacto de sangue, sim.
Vida que se segue no DNA.
Hereditariedade em contrariedade...
O futuro está submisso ao passado.
Passado delituoso e fraco.
A vida tenta se explicar e não consegue...
Não há ali palavras que o valham...
Os itens do acordo, o contrato e os pactos.
Parágrafos e alíneas, onde os pactos devem ser cumpridos. Combinados que não saem nada caros...
A variedade de palavras...
Muitas combinações, meias verdades...
Sons e sonoridades diversas...
Amei, amando, não amo mais...
Sonho muito bem sonhado...
Agora, um verdadeiro pesadelo...
Pesadelo material, real, físico... Nada virtual...
No papel, as cláusulas...
Nas dependências da casa vive a realidade...
E o jardim alivia a dureza do momento...
O capital que não alcançou a necessidade...
Os intensos interesses que há na cidade.
E você, aonde vai?
O contrato assinado não vale mais?
Os acordos não devem ser respeitados?
O que fez com as juras eternas?
Aquelas que tu pronunciavas, cheio de paixão?
No altar uma face de bonança e verdade,
Na cama outra face carregada de malícia.
O tempo medieval foi vencido.
O tempo implacável tempo.
As folhas são varridas com o vento...
Ventania e vendavais...
Roupas nos varais repousam ao vento...
Ruflam os tambores...
Eis o momento da decisão...
Ali está o limite que a paixão impôs...
Palavras, versos, imagem...
Indícios de que o clima mudou...
Há alteração na paisagem...
O poeta versa a prosa dentro do verso...
Eis o pacto de palavras certas, eis a real poesia.





Que expressão Marcos Coelho.
Amei tua intervenção literária poética.
Uberlândia MG