Poesia - O vírus do ódio, por Paulo Portuga


Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o professor, músico, compositor, poeta e escritor Paulo Portuga (Dourados MS), com O vírus do ódio.
O VÍRUS DO ÓDIO
Foi bem neste dia
No dia de hoje
De madrugada
Que o pesadelo me pegou
Acordei nu na cama
Para não morrer de medo
Um tanto assustado
Engasgado com o passado
Abismado com o presente
Ver a estrada fechada
Sem poder caminhar
O rio seco e vazio
Sem água e cachoeiras
Sem poder se banhar
Quem construiu fronteiras?
Quem ergueu muros
Cercas e barreiras?
O céu ainda tem estrelas?
Quem pode parar
Essa matança de crianças
Quem pode cessar
A queda de bombas?
A paz é frágil
E a fome é doída
Sendo necessário
Alimentá-la todos os dias
Para que cresça, floresça
E se espalhe pelo mundo
Como tiririca pela grama
Como conchas pela praia...
O ódio é um vírus
E o remédio o diálogo...
Paulo Portuga





Comentários