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Poesia - Notas dissonantes, por Marcos Coelho

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 9 de mar.
  • 2 min de leitura

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Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Marcos Coelho, com "Notas dissonantes".


NOTAS DISSONANTES

Marcos Coelho


Afrescos de puro talento...

Murais estruturados em plena beleza...

A via Apia do velho império romano...

As malfadadas guerras...

Inimigos estruturados para destruir...

O importante era governar e ter poder...

No coração, a guerra é diferente...

O compasso gira em sentido oposto...

A harmonia é o destino final e venturoso...

Porém, a paixão é estrutura dissonante...

O enredo descompassado e corrupto...

O enamorado resiste no tempo e na tumba...

Seu corpo jaz incorruptível...

A múmia guarda em si muitos segredos...

Segredos do tempo e da história ali guardados...

Tudo vai muito bem e conservado...

A vitória é o amor mui bem concebido...

No ventre vem com som bem harmonizado...

O bebê fruto desse amor famigerado...

Amor que por muitos é preterido e indesejado...

Mas que acontece no instante próprio e merecido...

A lua dos amantes observa...

Vê séculos de paixão e vão sentido...

Observa lá do alto as marés e os bons cochichos...

Beijos roubados, botões retorcidos...

Ânsias roubadas de desejos preconcebidos...

Até que a realidade e a verdade quebrem as correntes...

Proíba de proibir o vão desejo...

Abrindo grades para a felicidade...

Felicidade possível devido à verdade...

Antes, verdade obsoleta e impossível...

Cessou o tocar do sibilante piano...

O compasso descompassado de notas imprecisas...

As notas dissonantes de um sentir mundano...

A verossimilhante de um passado mentiroso...

O cão que corre atrás de um osso imaginário...

Uma verdade que só se sabe em pensamento...

A mentira vem travestida de ilusão...

Ilusão que vai encarada de atavios...

Aonde irá todo este engodo...

O que nos espera além do firmamento...

Uma vida cheia de fé e bons desvelos...

Olvidas da verdade arrepia todos os pelos...

Ser um amante de fibras em notas de vero pranto...

Amar sem fim, porém não ser nem um tanto correspondido...

Ser afinal, uma lagrima, um bom pranto...

Ser a poesia ao final do relacionamento...

Ou pranto ou sorriso ou augusta certeza do amor bem certo...

O augúrio da jornada com pés descalços...

Sangrando aos cacos de vidros...

Vidros de taças de brinde farto...

O romper de algemas, abrir grandes...

Liberdade...

Minha música, pura saudade e melancolia...

Ali de fato vive a história, o fato, a prosa e para sempre a poesia...

 
 
 

1 comentário

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Convidado:
09 de mar.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Marcos Coelho sempre nos trazendo um misto de sensações, de pensamentos... Mesclando o imaginário com a relidade de uma poesia que emociona, que nos faz 'parar' e ao mesmo tempo 'passear' em pensamentos, imaginando aonde o escritor nos quer fazer chegar ... Parabéns , sempre!!!

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