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Poesia - Namorada Inópia, por Carlos Magno Amarilha

Foto do escritor: Alex Fraga
Alex Fraga
há 6 horas
1 min de leitura

Sexta-feira no espaço de poesia no Blog do Alex Fraga. Carlos Magno Amarilha, de Dourados (MS), historiador, pesquisador e poeta, doutor em Educação, mestre em História e presidente do Grupo Literário Arandu. Seu poema Namorada Inópia..


NAMORADA INÓPIA


O infinito das matemáticas

[perseguem-me

o amor percebido a quilômetros

de imensos carinhos

as plantações ocupam as cabeças do

céu com lindas flores...

um surf urbano devorante

diante das avenidas e calçadas

uma composição deliciosa

e sinto a tua ausência!

parto a tua caça!

na América do Norte

Cruzo o Pacífico com o Atlântico

pelo som estou no Japão,

aumenta minha fissura

corro no trem eletrônico

e atravesso o

Canal da Mancha.


Inglaterra! Escócia, Pantanal e brisas...

engarrafamento em Nova Iorque!

dou a volta e permaneço em Roma

Paris, Lisboa, Madri, Rio, Amazonas

e os olhos de São Paulo

avistam de longe Dourados!

Campo Grande em Pantanal

do Brasil Nosso Senhor!

onde está você?

procuro na Lua, em Marte, Saturno

lá em Moscou e necas!

coisa nenhuma!

Nem na fachada do Peloponeso

não estava também no Rio Nilo

fui até às margens do Rio Paraguai

...

Cadê você?

dou a volta por cima

e já estou no vigésimo andar

ausento dormir embebedado

e, muito pê da vida!

por não te encontrar

nem no sonho sonhado

Espero com esmero!

um abraço apertado de sorrisos

e de muitos carinhos congelados.

 
 
 

2 comentários

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Convidado:
há 4 horas
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

A gente sai de casa com aquela esperança meio besta no peito, achando que vai ser dessa vez. Bate aquela vontade louca de encontrar alguém, de cruzar com o amor na esquina, e o coração já acelera antes mesmo da porta se fechar.

Vira rotina essa maratona meio tonta. A gente corre para o barzinho da moda, senta numa mesa de canto, finge que lê o cardápio, mas o olho não sai da porta para ver quem entra. Depois, larga o copo pela metade e resolve ir ao cinema, imaginando aquela cena clássica de comédia romântica: esbarrar em alguém, derrubar a pipoca, trocar olhares. Que nada! Só luz apagada, filme sem graça e a poltrona fria do lado.

A caminhada…


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Convidado:
há 4 horas
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

O poema revela a alma de um espírito profundamente imaginativo, cujo pensamento transita com fluidez entre a precisão do infinito matemático e a delicadeza de paisagens floridas e urbanas. Movido por um sentimento avassalador, o poeta percebe o amor em cada recanto, mas depara-se com a ausência dolorosa da pessoa amada, o que o impulsiona a uma busca incessante e febril.

Em sua ânsia por encontrar alguém para ser sua alma gêmea, o poeta empreende uma jornada monumental que desafia os limites geográficos e espaciais. Sua imaginação transita velozmente pela América do Norte, cruza os oceanos Pacífico e Atlântico, alcança pela velocidade do som as montanhas do Japão e atravessa o Canal da Mancha a bordo de trens elétricos. A…


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