Poesia - Não passo pano para fascista, por Paulo Portuga
- Alex Fraga

- 23 de abr. de 2025
- 1 min de leitura

Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o músico, compositor, poeta e professor em Dourados (MS), Paulo Portuga, com "Não passo pano para fascista"
NÃO PASSO PANO PARA FASCISTA
Hoje eu sou mais tolerante
Eu olho para trás
E vejo uma linha reta
Sou menos arrogante e egoísta
Eu olho para frente
E vejo vários caminhos
Com novas pistas
Sou cobra que anda engolindo sapos
Não quero saber de rixa
Só não passo pano para fascista...
Nem por de baixo do pano
Aceito a sua propina
De me ver só de vez em quando
Em você eu aposto
Todas as minhas fichas
Não sou um segundo plano
Muito menos terraplanista
Respeito a ciência
E o seu ponto de vista
Só não passo pano para fascista...
De todos esses anos já vividos
Separando fatos de mentiras
Decifrando anacronismos
Capitando boas energias
Nunca tinha visto tanta hipocrisia
Gente estúpida com mente vazia
Vivendo uma vida sem sentido
Continuo acreditando no dia
Que a massa vai despertar
Sonhos libertários adormecidos...
...
Paulo Portuga, 20/01/2020.





👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻Amei.... parabéns !!!!
Legal
Arma vazia.
No passado, uma palavra carregada de temor,
Fascista era quem impunha dor, repressão, opressão.
Era o punho forte de um regime autoritário,
Que silenciava vozes, esmagava o livre pensamento,
E usava o poder para subjugar a razão e o sentimento.
Hoje, muitos usam o termo com leveza e confusão,
Achando que qualquer opinião contrária é uma afronta,
Que discordar é ser autoritário, que o outro é fascista,
Sem entender a essência, sem comparar a história com o nosso dia a dia,
Perdendo o sentido, transformando a palavra em arma vazia.
Fascismo é a negação da liberdade,
É o silêncio imposto, a censura e o medo,
Não é uma simples opinião, ou o seu enredo,
Mas uma estrutura que…
Dá um rock´ão! Abraço Tugas!