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Poesia - Morar de aluguel, por Carlos Magno Amarilha

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 24 de abr.
  • 1 min de leitura


Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com "Morar de Aluguel"


MORAR DE ALUGUEL


Naquele prédio

que morei

quando vejo novamente

abro a mala de recordações

que o tempo levou

toda vez que passo na frente

muitas coisas ficaram ali


já morei nesse lugar

toda vez que te olho

começo a namorar


muitas lembranças

estão guardadas ali


o prédio em que vivi

passa o filme sim

muitas coisas ficaram ali


elevador no decimo oitavo andar

apartamento 1806


quando via as pessoas da janela

eram todas formiguinhas

carros, ônibus, motocicletas

passarelas, faixas de pedestres, sinaleiros


hoje moro tão longe do

quarto de perder à vista

que o tempo levou


e eu, zarpei para além

de saudades

bem longe daí


toda vez que passo ali

difícil de esquecer

afinal, eu vivi no prédio

saudades dos tempos que ali vivi


foi se embora com os ventos do passado

que só existe na memória congelada



(in: Amarilha, Carlos. Arandu y Porã Terey)

 
 
 

2 comentários

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Convidado:
27 de abr.
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❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️

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Convidado:
25 de abr.

O título fala em “aluguel”, mas o texto corre para bem longe da burocracia. O poeta deixa claro que o que importa não é quem é o dono do imóvel no papel, mas quem é o dono das histórias.

O OLHAR “NAMORADOR”: Ele diz que “começa a namorar” o prédio. Isso mostra um carinho estético e emocional. Ele admira a construção porque ela guarda a versão mais jovem dele.

A PERSPECTIVA DE CIMA: Quando ele cita o apartamento 1806, ele nos leva para o parapeito da janela. A visão das “formiguinhas” lá embaixo traz uma sensação de superioridade poética e isolamento confortável. O mundo era pequeno visto do 18º andar.

Existe uma melancolia suave no poema. O eu lírico afirma…

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