Poesia - Ludicidade, por Carlos Magno Amarilha
- Alex Fraga

- 13 de fev.
- 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com Ludicidade.
LUDICIDADE
Brincar com as palavras nunca é em vão
estátua corre-corre
roda pião assim são
toca meche pula cai
em letras
no sim não vai não
que traduz em risos
faz-de-conta
que era uma vez
com seu beijo do além
tudo ficou bem
nos trinques
muito mais
dá conta sô!
[In: Poesia em 360 graus)





Gostei
O poema "Ludicidade", do Carlos Magno Amarilha, captura exatamente esse espírito de um jeito leve e muito gostoso de ler. Ele mostra que brincar com as palavras não é perda de tempo; na verdade, é um exercício de liberdade que mexe com a nossa imaginação.
O texto é cheio de movimento, quase como se as palavras estivessem correndo pelo papel. Quando ele mistura o "corre-corre" e o "roda pião" com o universo das letras, a gente percebe que a poesia também é um grande faz-de-conta. O autor consegue transformar o ato de escrever em uma brincadeira de estátua ou de pular corda, lembrando que a vida fica muito mais leve quando a gente se permite rir e entrar nessa dança…
Sabe aquele tipo de texto que parece um abraço ou uma tarde de brincadeira no quintal? É exatamente essa a sensação que o poema Ludicidade passa. Ele não está ali para ser difícil ou cheio de regras; o objetivo é mostrar que escrever e ler poesia pode ser tão leve quanto uma brincadeira de criança.
O autor faz um paralelo genial: do mesmo jeito que a gente brinca de estátua, corre-corre ou roda o pião, a gente também pode "brincar" com as letras. É como se as palavras tivessem pernas e braços, pulando e caindo entre o "sim" e o "não". O poema mostra que a linguagem não precisa ser rígida; ela pode ser um faz-de-conta, um "era uma vez"…