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Poesia - Jéssica, por Nelson Araújo FIlho

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 31 de jan. de 2024
  • 1 min de leitura


Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia, com o advogado, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Nelson Araújo Filho, com "Jéssica"


JÉSSICA


Minha juventude recusa o fim.

Ela ignora o degredo do jardim

E desenxerga o tempo.

Descompassa meus anos.

Ao vento, persigo as vigorosas

Amarras do mundo

Fincadas em mim.

De instinto são

Geradas do estigma mandado

Cobrir o pó da terra.

Fornico

Em largos goles bebo e me leva a vaidade

Fornico.

Sem o apelo dessas virtudes,

Sal sobre o pão

Lenitivos dourados do inverso,

A nudez, no seu encalço a legião dos longos olhos

A vontade, toda de adereços do dissimular

Ajuntando as eras, já teria envelhecido.

Pecado de morte

Contra Deus foi cometido.

Entre os homens e para eles

O mundo feito de penas, suas dores,

Imensidão delas

Iniquidades presumidas

Culpas de remir

A massa no ponto sovada para comunhão no encontro.

Nos verdes anos, doces

Esses teus de desatino e de hoje

Frescos de viço

Senhores do meu amor sem peia,

Desatento, projeto, arremesso fichas.

- Sou cego, sei!

 Se iludem meus olhos.


Nelson Araújo Filho

 
 
 

6 comentários

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31 de jan. de 2024
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Linda poesia, apaixonante !

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31 de jan. de 2024
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Versos fluidos,

De recato, destituídos

Poeta atrevido

Descreve minha amiga

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31 de jan. de 2024
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Formosa poesia.


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31 de jan. de 2024
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Um instante mágico e poético. Lindaaaaa poesia.

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31 de jan. de 2024

Valeu poeta !

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