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Poesia - Entre nuvens..., por Marcos Coelho

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Marcos Coelho, com "Entre Nuvens"


Entre nuvens...

Marcos Coelho


Meu tempo mental está nublado...

A névoa e a neblina prejudicam minha visão...

Não consinto tua presença...

Tua existência me molesta o viver...

Querer sentir e só estar a ruir por dentro...

O interior das verdades está carcomido...

As verdades, agora, estão corrompidas...

As mentiras vigoram muito verdadeiras...

O teu falar malicioso se irrompem na vileza do momento...

As tempestades são movimentos de terror...

Apenas ideias carregadas de horror...

As trovoadas e o arraso no campo dos sentimentos...

Sortilégios de encontrar a vida em sorrisos...

As gargalhadas de palhaços deprimidos...

Um circo de alegria jaz plenamente abandonado...

A usina de energia irrompe no abandono...

Não se tem energia para nada...

Observações doentias de um olhar parado e morto...

A estátua de mármore inerte e fria.

Poderia falar, mas o instrumento jaz mudo.

As palavras saem escorregadias,

Voláteis escapam ao ar e saem ao vento...

Palavras andorinhas a singrarem pelo verão...

Palavras borboletas a nutrirem-se pelo jardim dos sentidos...

Palavras bailarinas no tablado do palco da vida a sorrirem...

Palavras nuvens a brincarem de formas nos céus do pensamento...

O horizonte sorri um sol amarelo...

Sem tramelas, deixo propositadamente as janelas e portas abertas...

O tempo matreiro brinca entre a infância e maturidade...

Tempo de liberdade e tempo de degredo...

O sorriso é ópio de quem sonha na utopia do viver...

E os amantes sorvem a delicadeza do amor ao toque da emoção...

Ósculos e adeuses ao final da tarde...

As rodoviárias ou aeroportos cheios de sonhos...

O sentido oculto de quem não aprendeu a viver...

Vencer é partilhar vida, momentos e sentidos...

É produzir poesia e a lira do movimento no tempo de um beijo sincero...

Encontrar alguém para partilhar tudo é o desafio...

O poeta dedilha a doce cítara da alma...

Alados seus versos libertam-se e voam alados e livres...

O texto não lhe pertence...

A palavra viva pula a janela...

A palavra livre foge aos espaços...

A palavra livre mesmo na lápide de túmulo insiste a sair ao pensamento...

E sai a cada reconhecimento de cada palavra...

Escreva, voe, liberte-se, encontre-se, seja e, assim, viva...

Eis aí o sentido, o verso, o reverso, o sentido e a POESIA.

 
 
 

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