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Poesia - Eco Semente, por Carlos Magno Amarilha

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 4 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com Eco Semente.


ECO

SEMENTE



Tamanduá

quer ir à África

se aventurar

numa gaiola


Portuguesa

com certeza

que poderá

escapar da esperteza

do Rio Paraguai


Porto Esperança

achou ridícula a ideia

deixando com alvará

para mais espera


daí chegou o menino

que foi colocado nas histórias que

responsabilizou os demais

que tinha que deixar o bicho solto

no mato bem grosso

dos pântanos da vida


por aqui não tem preguiça

disse o guarda a favor

ao delegado

que encerrou o papo

deixando o tamanduá

de onde nunca deveria ter saído



[In: Pantanal: bicho, areia e cal)

 
 
 

5 comentários

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05 de jul. de 2025
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Muito boa,!

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Convidado:
05 de jul. de 2025
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Este poema, o pano de fundo é a ecologia e a defesa da biodiversidade, um alerta dos colecionadores de animais, que acabam capturando os bichos "exóticos" e colocando em um quarto, sala, para o colecionador se apreciar do bichinho na gaiola. O poeta brinca com as palavras, mas chama a atenção dos países conquistadores, que levavam os animais, apenas para deixar preso em uma gaiola, sendo assim, as metáforas são uma maneira do poeta expressar a sua dor, quando o bichon é capturados é tudo pago, alvará de licença no Porto Esperança (fica perto de Corumbá, no Rio Paraguai) em que se cobrava os impostos da Coroa Portuguesa que levavam toda a riqueza para Portugal, e o poeta quer dizer…


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04 de jul. de 2025

O poema "ECO SEMENTE" pode ser interpretado como uma reflexão sobre: “Liberdade vs. Confinamento” e  o desejo de liberdade do tamanduá confrontado com as restrições impostas.


Marçal Coimbra

Dourados-Ms

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Convidado:
04 de jul. de 2025

A Intervenção Libertadora

A virada na narrativa ocorre com a chegada do "menino". Ele é o catalisador da mudança, a voz que traz a consciência e a responsabilidade coletiva: "que foi colocado nas histórias que / responsabilizou os demais / que tinha que deixar o bicho solto / no mato bem grosso / dos pântanos da vida". O menino representa a inocência e a sabedoria natural, que percebe a incoerência de aprisionar um animal selvagem. A expressão "pântanos da vida" pode ser uma metáfora para os desafios e complexidades da existência, sugerindo que a verdadeira aventura está na liberdade e na natureza.


Anderson Silva

Dourados

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04 de jul. de 2025

O poema "ECO SEMENTE" apresenta uma narrativa peculiar e um tanto enigmática, centrada na figura de um tamanduá e sua frustrada aspiração de ir à África. A estrutura em versos livres e a ausência de rimas fixas conferem um tom conversacional e direto, quase como um conto popular. Vamos analisar os principais elementos:

O Desejo e o Impedimento

O poema inicia com a ambição do tamanduá de "ir à África / se aventurar / numa gaiola". Essa imagem inicial já é um paradoxo: a busca por aventura associada a um confinamento. A menção à "Portuguesa / com certeza / que poderá / escapar da esperteza / do Rio Paraguai" é um trecho que gera ambiguidade. Pode-se interpretar a "Portuguesa" como…


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