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Poesia - Diário de uma Idosa 273, por Joana Prado Medeiros

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 2 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com a professora universitária, historiadora, poeta e escritora de Dourados (MS), Joana Prado Medeiros, com o seu Diário de uma Idosa 273.


NON HO L'ETÀ...


Não tenho idade. Deixa que eu viva um amor romântico...E eu era uma criança na ciranda do amor. Entrei sem saber se o anel ficaria em minhas mãos. Brinquei durante a noite de São João e não acordei igual. A dança dos meus quadris conheceu o amor. O respirar já tinha adquirido outro cheiro e a cadência do vestir outra roupagem...Teu cheiro. Tão jovem, vestida de ilusão de balões e purpurina de correios elegantes, acordei. E tu com vestimenta de vinte à frente...Sorvia o deslumbre! Quem e quem irá dizer quê! E o que dizer!? Se a festa se fez e toda minha vida mudou!? E como, agora, dizer se tudo o certo ou errado se fez!? E no presente tudo errado foi feito!!! E o grito do amor infantil maculado transpassou o tempo e marcas deixou...As estrelas e a lua deixou! E agora!? Agora nada...Só luas, estrelas e o tempo escorregando nas vivências...Matriz do amor, catedral vazia....Só...Chora só...Não tenho idade. Tenho vitrais.


( Joana Prado Medeiros - 01/07/2025 - Direitos Autorais Lei 9.610/98)

 
 
 

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05 de jul. de 2025
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