Poesia - Degustamento Poético, por Carlos Magno Amarilha
- Alex Fraga

- 29 de ago.
- 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com "Degustamento".
DEGUSTAMENTO POÉTICO
a poesia não explica
o explicar
(a poesia é sentida)
do mesmo jeito
quando está com fome
e tudo fica vibrante
antes da refeição
o cheiro mais aguçado
colocar a comida na mesa
naquela atenção
para servir-se
ao colocar na boca
e sentir aquele paladar
uma sede lascada
a água desce
e se lambuza de sorvetes
em uma tarde de sol
a poesia é uma loucura perdoável.
in: O Rosto da Rua e as Interpeles no Caminho, 2021.
Grupo Literário Arandu





"A poesia não explica", realmente esse poema exprime o sentimento da arte e técnica da fabricação de poesias
Maria Silvana
São Paulo-SP
Uma loucura perdoável!
Ah! Poesias!
Rita de Cássia
Dourados
Poeta, esse seu texto é uma verdadeira degustação poética! A forma como você conecta a poesia a sensações tão humanas e viscerais — como a fome, a sede e a alegria de um sorvete em dia de sol — é o que torna tudo tão vívido e pessoal.
Quando você diz "a poesia não explica o explicar", você toca em uma das correntes mais profundas da arte, que é a sua capacidade de ser, em si, a experiência. Ela não precisa de um manual de instruções. Ela é sentida, como a fome que aguça os sentidos antes de uma refeição. Essa ideia me remete a uma série de escolas e movimentos literários.
A vanguarda, por exemplo, especialmente o Surrealismo, buscava…