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Poesia - De parar o trânsito, por Carlos Magno Amarilha

Foto do escritor: Alex Fraga
Alex Fraga
há 5 horas
1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com "De parar o trânsito"


DE PARAR O TRÂNSITO


Aquele jardim florido cheios de margaridas

todo pomposo para o muro com cerca elétrica

passa o vendedor de sorvetes

olha o cabeleireiro do salão ao lado

tira retrato sem papel só no 'online'


A moça atravessou a rua cheia de saúde

o poeta fingiu que não viu nada

o motorista buzinou frenético

o pastor firme continuou o caminho

a moça não desconfiou

das vontades alheias

e entrou na loja e depois saiu


os ipês e as rosas fuxicaram

já que a moça

não está nem aí com as

Flóridas da vida

e continuou sem dar moral

aos moralistas de plantão

bem no zóio

o jornalista registrou em manchete

a moça não é um avião

nem um supersônico

mas uma nave interestelar

 
 
 

1 comentário

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há 3 horas
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Parou geral! Muita graça no seu poema.

Uma criatividade super


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