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Poesia - Cores e Ais dos Pantanais, por Paulo Portuga

Quarta-feira, no Blog do Alex Fraga é dia de poesia do poeta, compositor, escritor, músico e professor Paulo Portuga, com Cores e Ais dos Pantanais.

CORES E AIS DOS PANTANAIS


Rasgando o céu azul Em cores e penas Beija-flor Maestro da mata Bate rápidas as asas E o coração.

Motosserras ecoam Na serra das araras...

Sempre-viva morreu Com a seca que deu Ema por aqui Nunca mais gemeu Tem onça na espreita Assovia bem-te-vi Cadê a água do rio Que estava ali? O fogo bebeu Cedro, angico, Foram testemunhas Pau forte era a peroba Ipê recolheu-se às cinzas O olho d’água fechou-se Chorando de dor Seriema nem cantou Cogumelo era o elo De um mistério Energia e renovação Onde era mata Brota capim para pasto Máquinas de aço Modificando o espaço

O bicho foge para ser Atropelado na estrada Tamanduá deu bandeira Não tem mais Onde se esconder Onça se perdeu Entre a soja e a cana Mais um drama Na trama sacana Do homem dos bois O que sobrou de animais Invadem as cidades Para serem mortos Pela ignorância Ninguém mais se lembra De como eram Não existem mais quintais Quantos ais nos pantanais.

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