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Poesia - Centelha, por Paulo Portuga



Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o professor, poeta, compositor, músico e escritor de Dourados (MS), Paulo Portuga, com Centelha.


CENTELHA


Aprendi a obedecer

Meu pai pelo assobio

De longe escutava sua chamada

E de pronto eu atendia

Com minha mãe

Foi pelo olhar

Apenas com um soslaio

Toda uma romaria

Que quase sempre entendia...

Às vezes,

As palavras são desnecessárias

Ou inúteis

Bastam gestos e expressões

Para embalar a vida...

Meu pai se foi muito cedo

Me disse pouco

Mas me mostrou muito

Minha mãe ainda vive

Sua memória é ativa

Ela relembra e me conta

Coisas que aconteceram

Em nossas vidas

Que é para eu não esquecer

Que fui bem tratado

Dentro das possibilidades

Daqueles dias

Quando tudo parecia


Ser mais difícil

Mas na simplicidade

Nunca faltou o amor

E que é assim

Que eu devo tratar os meus filhos

Que essa é minha sina

Obrigado pai

Obrigado mãe

Centelha de luz

Que me ilumina.


Paulo Portuga, 08/01/2024.

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