Poesia - Cartas ao Mar, por Inorbel Maranhão Viégas
- Alex Fraga

- 5 de abr. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 6 de abr. de 2025

Sábado no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o jornalista, poeta e escritor de Brasília (DF), Inorbel Maranhão Viegas, com "Cartas ao Mar".
Cartas ao mar
Ali, diante de mim, só o barulho do teu silêncio
me preenche.
Indo… vindo…
Mil vezes, assim
Sem que meus olhos cansem da tua repetição
Ali, bem ali!
Clamo pela visão de uma baleia desavisada .
A rota delas é essa. O mar é meu.
Ainda assim, elas ignoram meu clamor.
Se guardam para a hora certa.
Maré quente do verão que lhes propicia o cio.
E o barulho do teu silêncio ali, indo… vindo…
Mil vezes, assim
Sem que meus olhos cansem de tua repetição.
Do mar salgado sopra um
vento que vem do norte.
Traz maresia em forma de espuma.
Já em terra, ergue areia e salga minha pele.
Me aprumo para perceber o suor salgado de meu corpo.
Me entrego inteiro.
E o barulho do teu silêncio ali, indo… vindo…
Indo… vindo…
Indo…
Mil vezes assim.
Sem que meus olhos se cansem de tua repetição.
Meu coração é quem te pede.
Vá, mas volte.
Mil vezes assim.
O mar em mim, eu sei, não é de hoje.
É de útero!
Inorbel Maranhão Viégas
À beira mar





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