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Poesia - Assombrações, por Marcos Coelho

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Domingo no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Dourados (MS), Marcos Coelho, com Assombrações.


ASSOMBRAÇÕES...

Marcos Coelho


Portas se abrem e se fecham...

Não há ninguém visível ali...

Gritos sem presença humana...

Uivos, assobios...

Portões são arrancados, partidos...

Gritos sem presença humana...

Algo sobrenatural, fantasmagórico...

Um pavilhão totalmente abandonado...

Lâmpadas oscilam entre acesas e apagadas...

O arrepio e o calafrio a cada passo...

Construção abandonada...

Sozinho no espaço, aparições...

O passado é mais assustador que o presente...

As memórias nos assombram e perturbam...

O insólito acontecimento trágico...

Uma despedida inesperada e cheia de dor...

O amargor de um sorriso amarelado...

A figura de um esqueleto ali no canto...

Esqueleto parado e inerte...

A última lágrima desliza na face da estátua de mármore...

O rocio do vento no campo santo...

O cemitério guarda despojos...

As memórias visitam os túmulos...

Os nomes sozinhos nada significam a quem não conhece...

O sentimento envolve e preserva memórias...

Mesmos os livros registram silenciosos...

Momentos que abalam o coração...

Momentos que registram solidão...

Momentos tristes e sem razão...

Querer rir de uma situação...

Jocosa e sem explicação...

Porém, tenaz segue a inflexão...

Verbetes que não estão no dicionário...

Palavras que não serão pronunciadas...

Letreiros, cujas letras se desprendem, somem...

Nomes incompletos agora, pessoas também...

Uma amiga ou um amigo que partiu à eternidade...

A lembrança é um alento, mas não cura a saudade...

Inimigos assustam nas recordações...

Os amigos em memória afagam as emoções...

A escrita em diários ajudam os corações...

E o compasso do tempo não explica as assombrações...

O tempo cura as velhas relações...

A pipa está lá colorida no contraste do céu azul e nuvens brancas...

A inocência da infância é a esperança...

A maturidade é desilusão ou é compensação... Resultados...

E o poeta é o porta-voz dessas emoções, silêncios e suas poesias...

 
 
 

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