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Poesia - Arlequim de Palha, por Nelson Araújo Filho

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 7 de fev. de 2024
  • 1 min de leitura


Quarta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o advogado, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Nelson Araújo Filho, com Arlequim de Palha.


ARLEQUIM DE PALHA


Os aguapés fizeram de vermelho

A corrente do corixo

E as ovas de caramujo

Nos alagados

As águas, tantas, alternam

Misturam caminhos.

No semblante do homem

A aflição é estampa, se despe no inútil

E se disfarça do cansaço.

- De que me valem os anos e todos os blefes?

Um festim licencioso nos empurra

Às véspera do ajuste.

Foram tuas as coxas lascivas.

Entre elas a barganha da vida

Indiferente as vidas.

Tenho fome, serve-me a carne!

Me disseste, profano.

O taboado era porto e cepo

De lavar e banhar.

Surpreendido, teu sorriso

Desmanchou o sabão e as bolhas

Inundou-me os olhos.

Esses que enxergas frágeis

Junto as coisas, tantas, desaproveitadas

Debaixo do sol.


Nelson Araújo Filho


 
 
 

2 comentários

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07 de fev. de 2024
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Linda demais!

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07 de fev. de 2024
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Arlequim, procura a Colombina, nas toboas e nos alagados pantaneiros, os corixos nas correntezas, pintam os aguapés enfeitando com conchas dos caramujos, alegoria canarvalesca, Pantanal em festa.

Maria de Lourdes da Costa

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