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Poesia - Amargo inverno, por Ilsyane Kmitta

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 7 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

Segunda-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com a professora universitária, poeta e escritora de Dourados (MS), Ilsyane Kmitta, com "Amargo Inverso"


Amargo inverno


Longas noites de infinita angustia

Para quem vive nas ruas

E na imersão da madrugada fria

Seus corpos se contraem

A dor do frio dilacera a carne

O ar gélido é feito sangria

Não há calor humano

Muito menos de panos

Não céu estrelado e profano

Em castelos adornados de abandono

Há desamparo e agonia

São as compridas noites fria

Do infinito e audaz inverno

A idade já não importa

Não há esperança atrás da porta

Sussurros incompreensíveis entre caminhantes

Para muitos são meros seres desprezíveis

É o que pensam apressados viajantes

E na invisibilidade da cidade

Por entre marquises e escadarias

Gemendo em silêncio e vivendo à revelia

Na sociedade de seres excluídos

Lamentando a vã existência

Da mortal quimera que lhes foi conferido

Lutando pela sobrevivência

São moradores de ruas que em resistência

Amanhecem para mais um dia

 
 
 

1 comentário

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07 de jul. de 2025
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A dor dos desvalidos ressoando no poema. Parabéns poetisa por nós fazer lembrar da necessidade de sermos humanos novamente, sermos solidários.

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