Poesia - A luz de vela, por Carlos Magno Amarilha
- Alex Fraga

- 19 de dez. de 2025
- 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poesia com o poeta e escritor de Campo Grande (MS), Carlos Magno Amarilha, com "A luz de vela"
A LUZ DE VELA
Vou sair correndo de ema
com força de elefante
coberto de casca de tartaruga
olhar de águia
enfeitado de pavão
apreciar uma bela música de pássaros
cobertos de tom
reunir tudo que é bicho de uma só vez
e, finalmente, poder dizer
Pode vim jantar, amor,
que o rango está pronto!
(In: Asas Urbanas, p. 25)





Poema: A LUZ DE VELA de Carlos Amarilha.
Análise Literário.
1. A Metamorfose
O poema é construído sobre uma sucessão de imagens de animais, onde o eu lírico "veste" características de diferentes bichos. Essa técnica cria uma sensação de energia acumulada e preparação ritualística:
- Agilidade e Força: "Correndo de ema" e "força de elefante" sugerem uma pressa vital e uma potência física descomunal para realizar algo.
- Proteção e Foco: A "casca de tartaruga" indica resiliência ou proteção contra o mundo exterior, enquanto o "olhar de águia" mostra a precisão do objetivo.
- Estética e Sedução: O "enfeitado de pavão" traz o elemento da vaidade e do desejo de agradar visualmente o outro.
2. A Sinestesia da Natureza
Ao…
O poema A Luz de Vela de Carlos Amarilha, é uma obra que utiliza o surrealismo e a metáfora animal para descrever o esforço e a transformação do eu lírico em prol de um momento de intimidade e afeto.
Muito romântico, sim.
Prof. Maria Aparecida
Campo Grande
Namoro Iluminado
Esse poema do Carlos Amarilha é uma delícia de ler porque ele brinca com a nossa expectativa. A gente começa lendo e parece que ele está descrevendo um super-herói da natureza ou uma jornada épica, meio mística, meio ecológica, concreto.
A "Mistura" Brasileira
Ele vai empilhando características de bichos bem diferentes:
- A velocidade da ema.
- A força do elefante.
- A proteção da tartaruga.
- A visão da águia.
- A beleza do pavão.
A Reviravolta (o "Pulo do Gato"). O mais legal é o final. Depois de toda essa preparação grandiosa, descobrimos que toda essa "energia animal" era apenas para... cozinhar! O eu lírico se transforma em uma força da natureza só para preparar um jantar especial…
É um poema que mostra que o amor está no esforço do dia a dia, mas dito de um jeito super leve e criativo.
Rita de Cássia
Dourados-MS