Poema - Tunguete Pantaneiro, por Fabiano Pereira
- Alex Fraga

- 6 de set. de 2025
- 1 min de leitura

Sábado no Blog do Alex Fraga é dia de poema com o empresário e poeta de Dourados (MS), Fabiano Pereira, com "Tunguete Pantaneiro".
TUNGUETE PANTANEIRO
Aos pés do carandá pantaneiro,
Ainda na primeira rodada,
Dois amigos ali se estranharam,
Como estouro de boiada.
Bravejou:
– Aqui não, companheiro!
Bati na mesa:
– Então vem, seu goiaba!
Cada um estufa o peito,
O olhar passa o recado.
Os outros, de estribeiro,
Sentem o desafio lançado.
Todo mundo espantado;
O silêncio só perde pro galo,
Que anuncia o começo da sina:
Dois valentes que a vida ensina,
Dali um vai sair machucado.
Não sobrou nem jacutinga,
Era todo mundo acuado.
Nessa disputa ninguém entra!
A mesa virou uma rinha,
O circo já tava armado.
Pito meu longo paieiro,
Com palha de milho enrolado.
O outro naqueia o fumo de corda,
É um bagre ensaboado.
Mas conheço teu sistema,
E aqui não há dilema,
Teu desafio tá aceitado.
– Homem, tu não tens coragem!
– Coragem tenho, é de sobra!
Mexi a bomba do tereré,
Ele engoliu seco o café.
Falei duro pro vivente:
– Se coloca de valente,
Não passas de um borra-bosta!
Cuspiu no chão o naco,
Levantei-me da cadeira.
Falei pro desinformado:
– Cê trucou com três dobrado?
Pode vir que eu quero seis!
Ele me olhou assustado,
Os parceiro tudo animado.
No vira era um valete,
Empachei com meu “três”,
Então mostrei minha maior:
Era o zap do meu reis.
Truco…
Seis!
Fabiano Pereira





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