Poema - Rio Paraguai, berço da guerra e da paz, por Athayde Nery
- Alex Fraga

- há 24 horas
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Quinta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poema com o advogado, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Athayde Nery, com "Rio Paraguai, berço da guerra e da paz".
XVIII
Eeeh meu Rio Paraguai!
Que canta o amor das águas e os seus pecados
Mas quem tu és?
Tu que foste chamado de Mar de Xaraés!
Com “Los Kjarkas” nascem a Bolívia em nossa alma andina junto com Cesar Junaro
Com suas Zamponas e Charangos elevando os povos originais
Cocomarola e seu Acordeon nos entregou Vila Guilhermina
Corrientes virou a capital musical da Argentina
Da Harpa de Luiz Alberto Del Paraná, emana o canto da Polca Paraguaia
Fez o mundo dançar, Reis, Rainhas e até os Beatles vieram abraçar
José Asunción Flores, que da favela se levanta, o maestro dos amores
Criando a Guarânia para lembrar da igualdade e suas cores
“Índia seus cabelos nos ombros caídos, negros como a noite que não tem luar”
Vem minha viola meu violão encher de vida minha solidão
E o Uruguai se implanta em nossa essência latina
Com Horácio Guarani nos rasgando de poesia com “Si se calla el cantor”
Nosso Mário Zan lá da janela do Hotel “O Galileu” fez o seu mais belo adeus!
“Lá vai uma Chalana, bem longe se vai! Navegando no remanso do Rio Paraguai! ”
Rasqueado comendo solto nas noites de baile no sertão
Délio e Delinha nos fazendo virar sol e lua na mais bela canção…





Adelante grande rio barrento dos Payaguas