Poema - Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - XV Parte, por Athayde Nery
- Alex Fraga

- há 3 dias
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Quinta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poema com o advogado, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Athayde Nery, com Rio Paraguai, berço de guerra e de paz - XV Parte.
XV
Eeeh meu Rio Paraguai!
Nos leve nas suas correntezas repletas de histórias
Mas quem tu és?
Tu que foste chamado de Mar de Xaraés!
E com olhos marejados de tristeza e amor, o Rio Paraguai se levanta e vai!
Vai meu Rio Paraguai do Porto da Manga
Contar e cantar seus desejos de paz
Como da minha mãe da Nhecolândia e meu pai do Paiaguás
Eu que já mergulhei no seu útero de liberdade
Sei do seu fervor por Porto Esperança e Albuquerque
De lá que tudo se expande, que tudo se torna grande
Tu que beijas Corumbá e Ladário como irmãs amadas
Que sentes os batimentos nos seus entornos e chegadas
Da Vila dos pescadores e do Porto Geral dos mercadores
A Marinha em Ladário ancorada como guardiã da pátria amada
Protegida também por Nossa Senhora dos Remédios
Da Baía negra e suas pedras de bilhões de anos ali na beirada
E da minha querida Corumbá da Vila dos Pescadores
A Baía do Tamengo nos unindo a Puerto Quijarro
Do poço da Cacimba onde Detlef mijou na Corumbella
Do grande Porto Geral que já foi o terceiro da América do Sul
Da Ladeira Cunha e Cruz podendo avistar teu corpo exuberante fluindo para o mar
Da ladeira da Dona Emília pra tomar banho no Porto e pescar
Da Nossa Senhora da Candelária e sua igreja seculária
Do moinho, dos paralelepípedos, do cimento e do calcário
E lá de cima do morro, a arte do Cristo em seu calvário





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