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Poema - Padóca, por Carlos Magno Amarilha

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 12 de jun.
  • 1 min de leitura

Sexta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de poema com o poeta e escritor de Dourados (MS), Carlos Magno Amarilha, com "Padóca".


P A D Ó C A


Ó


levantei-me cedinho

após o banho e barba

direto para a padaria.


na fila:


- me vê seis pães

pediu a garota educada.


- é prá já

respondeu o atendente gentil.


foi quando a menininha com sua boneca

comentou:


- vovó, porque ela pediu para olhar os pães

porque nós iremos comprar né vó.


o próximo, falou o atendente.


aproximou-se do balcão, o Sr. Luis, que pediu:

- por gentileza, vou levar e pagar oito pães francês.


a boneca se fez de conta que não era com ela

e continuou sorrindo.


(IN: A Galáxia da Tipografia, 2024)

 
 
 

3 comentários

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12 de jun.
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Cara! Não conhecia e seu talento, Mano! Pô! Véi, sensacional.

Estamos aqui na area, precisar de desenhos para sua capa de livro, dá um toque


Gafanhoto

Dourados

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Convidado:
12 de jun.
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A nossa língua portuguesa é cheias de peças e siginificados... Boa!

Legal ler poemas que deixam a gente fora de si! Parabés!


Elecir Amaral

Dourados-MS

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Convidado:
12 de jun.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Sabe aquela típica cena de começo de manhã que quase todo mundo já viveu? É exatamente esse clima acolhedor que o poema “P A D Ó C A” (da obra A Galáxia da Tipografia, 2024) resgata, mas com uma pitada extra de humor e muita fofura.

A história é supersimples e visual: o narrador acorda bem cedo, se arruma e vai direto para a padaria. Lá na fila, ele acaba presenciando um mal-entendido linguístico delicioso, daqueles que só a inocência de uma criança consegue criar. Quando uma jovem pede “me vê seis pães”, usando essa expressão clássica que a gente fala no dia a dia sem nem pensar, uma menininha que estava ali perto leva a frase totalmente ao pé…


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