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Opinião - Rock in Rio ainda é um festival de rock?

Foto do escritor: Alex Fraga
Alex Fraga
4 de set.
2 min de leitura

Evento começa nesta sexta-feira e, mais uma vez coloca em discussão a identidade de um dos maiores festivais de música do país



O Rock in Rio começa nesta sexta-feira, 4 de setembro, no Rio de Janeiro, carregando uma pergunta que já não pode ser ignorada: o festival que nasceu para celebrar o rock ainda representa o gênero que está em seu próprio nome? Desde a primeira edição, em 1985, o evento se tornou um dos principais símbolos da música internacional no Brasil. Grandes bandas e nomes históricos do rock passaram por seus palcos. Em 2026, o gênero ainda está presente, principalmente com Foo Fighters, Rise Against, The Hives, Avenged Sevenfold, Bring Me The Horizon e Sepultura.


Mas basta olhar para o restante da programação para perceber a transformação. Elton John, Gilberto Gil, Calvin Harris, Black Eyed Peas, Stray Kids, Ivete Sangalo, Maroon 5 e Péricles mostram que o Rock in Rio deixou de ser um festival exclusivamente ligado às guitarras. A diversidade musical pode ser vista como evolução. Afinal, o público mudou e as fronteiras entre os gêneros também. Mas existe outra questão: ao abraçar praticamente todos os segmentos da música popular, o festival não corre o risco de diluir justamente a identidade que o tornou histórico?


Hoje, o nome “Rock in Rio” funciona muito mais como uma marca cultural do que como uma definição musical. O rock continua sendo parte importante do evento, mas divide espaço com pop, música eletrônica, K-pop, samba, pagode, rap e MPB. Talvez o Rock in Rio tenha simplesmente acompanhado a transformação da indústria musical. Ou talvez tenha chegado ao ponto em que o nome permaneceu, enquanto o conceito original ficou para trás. A resposta estará nos palcos a partir desta sexta-feira. O Rock in Rio continua sendo um festival de rock — ou o rock virou apenas uma parte de um festival que já não pertence a nenhum gênero específico?

 
 
 

2 comentários

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Narinha Lee
04 de set.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Excelente matéria pra suscitar as discussões.

ROCK IN RIO se descaracterizou. Já que a diversidade o engoliu, porque não alterar o nome? Os participantes no geral são ícones da música. Além de manter o grandioso evento, teria uma vestimenta da sua autenticidade então.

Que tal esse nome > ROCK BRASIL IN DIVERSUDADE.


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Convidado:
04 de set.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

muito mais industrial, do que roqueira, mas o rock continua vivo, nas cidades os botecos que tem rock sobrevive, enquanto sertanejo quebra, ou seja, os roqueiros serão sempre roqueiros e frequentadores e consumidores de rock, a questão que o rock in rio virou uma marca, e eles preenchem com qualquer coisa do gênero 'que está na mão', mas sei que é mais profundo...

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