• Alex Fraga

Opinião – Rock in Rio para todas as mais diferentes tribos!

O Rock in Rio agradou a todos? Acredito que esse formato que veio se modificando com as edições para satisfazer todo tipo de público e não como na primeira: acho que sim. O Rock in Rio transformou-se em um marca (patenteada) e os organizadores no intuito de ter um lucro maior, mudaram o conceito inicial do festival que teve início em 1985, lembrava até mesmo o Woodstock (ocorrido em 1969 em uma fazenda de Dago, na região de White Lake, na cidade de Bethel, nos EUA). Mas os tempos são outros e o evento mudou radicalmente e deu esse espaço para todas as tendências musicais. Para isso foram 7 (sete) dias com aproximadamente 250 atrações distribuídas em 9 palcos, sendo os principais o Mundo, Sunset (com alguns problemas de som), Supernova, Espaço Favela e New Dance Order.


Sobre a organização? Mais uma vez e principalmente pela experiência de praticamente 35 anos, um trabalho grandioso e perfeito, digno de exemplo para outros promotores que fazem eventos no Brasil. A Cidade do Rock, no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca recebeu nesses dias cerca de 700 mil pessoas, diferentemente do primeiro que atingiu mais de 1 milhão e 300 mil pessoas. Óbvio que os tempos são outros, o espaço também (anterior foi em Jacarepaguá) e os preços. E por falar em valores, sem dúvida estavam bem “salgados”, começando pelo ingresso que logo de cara chegou a R$ 495,00 (inteira). Para beber e alimentar-se, outro drama: um simples copo de água R$ 5,00, pedaço de bolo de chocolate R$ 28,00, três coxinhas R$ 20,00, chopp de 400 ml R$ 13,00, sanduíches em torno de R$ 25,00 e um bolinho de feijoada nada menos do que R$ 22,00. Mas é aquilo, é um evento que acontece a cada dois ou três anos, o jeito é economizar mesmo.


Muito se discutiu sobre as atrações diversificadas. Mas é aquilo, como o Rock in Rio se transformou em um evento musical de todas as tendências, o jeito é escolher a data em que a pessoa se sinta melhor. Mas grandes nomes estiveram como, por exemplo, Red Hot, Foo Fighters, P!nk, Imagine Fragons, Whitesnake, Bom Jovi e o próprio chato Drake. Mas os dois melhores dias com certeza foram na quinta-feira (3), com som mais dançante, onde tocaram Capital Inicial, Nile Rodgers & Chic, Panic! At The Disco e Red Hot Chili Peppers. Todos no Palco Mundo.


Mas sem dúvida o dia que representou o verdadeiro nome Rock in Rio foi na última sexta-feira, guardada para o metal, os roqueiros fiéis. Para isso foi o que teve o maior público, pois se apresentaram Sepultura, Helloween, Iron Maiden e Scorpions, que fechou a noite, tudo no Palco Mundo. No mesmo dia no Palco Sunset, Nervosa, Torture Squad & Claustrofobia com um convidado especial, Chick Billy, da Testament. Anthrax e Slayer. Acredito que quem esteve nesse dia, bastou para sentir o verdadeiro rock na “veia”. Iron Maiden mais uma vez detonou em todos os sentidos e trouxe ao palco uma cenografia fantástica de dar brilho aos olhos. Com o espetáculo “Legacy of the Beast”, o vocalista Bruce Dickson e seus músicos encantaram logo na abertura onde um caça Spifire, da Segunda Guerra Mundial fez manobras sobres os músicos. Também surgiu o boneco Ícaro e Bruce ateou fogo com um lança-chamas. Um espetáculo rico e que teve a presença do mascote Eddie que deixou todo o público enlouquecido.


Gosto musical não se discute, ou seja, quem quiser ir ao próximo Rock in Rio terá sim que escolher um ou dois dias para ir ao evento se gostar de um tipo ou dois de música, caso contrário vai achar que perdeu dinheiro ou foi “enganado”, pois o evento hoje vai do rap, funk, metal, rock, pop, samba, axé, entre outros sons. Pela proposta dos organizadores, com certeza o evento agradou a todos, até mesmo os diversos chatos músicos estrangeiros que ainda pensam que no Brasil se pode fazer tudo, até atrasar shows, o que não ocorreu.

Sobre o “coro” contra o presidente da República: “Ei Bolsonarro vai tocar no cu...”, é algo normal que está ocorrendo em todos os grandes eventos no país. Os próprios promotores do evento comunicaram que não se envolvem em polêmicas politicas e que o povo tem a liberdade que gritar e protestar como quiser. Nota-se que essa manifestação sempre ocorria quando da presença de um artista brasileiro que apoiou o presidente. Sobre a presença funkeira carioca? (cantou em playback). Deixa pra lá!


Para os sul-mato-grossenses, a notícia boa é que com essa abertura de espaço musical de todas as tendências, músicos da terra participaram do evento nos diversos palcos do Rock in Rio, no caso Jenner Neto que tocou com o JetLag Music, Mateus Asato com Jessie J, Renato Ratier, Yev Aguiar e Thiago Souto. Agora é esperar 2021. Valeu muito!


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