• Alex Fraga

Opinião – Promotores “agonizam” mesmo com liberação gradual de eventos!

Praticamente nada foi questionado ou divulgado sobre a situação nesta pandemia sobre aqueles que são responsáveis pelo setor de entretenimento ao vivo, como shows musicais e principalmente teatro em Campo Grande e no interior do MS. O que se pode notar, foram campanhas para ajudar os artistas (o que realmente se deve fazer sempre neste tempo sombrio), mas no entanto, um total esquecimento aos promotores de eventos, onde tiveram que cancelar todos programados, por determinação das autoridades, sem qualquer ajuda ou até mesmo indenização. Liberar gradativamente as atividades em 50% por cento e depois 70% e com todas as determinações de preocupação com a saúde das pessoas, neste setor, de nada adiantará para o setor, mesmo que tenham patrocinadores (o que também devido a situação econômica, é complicado). Acredito que a política de liberação gradual não dará certo, pois sabemos que não foi adotado “lockdown” ou isolamento social completo como foi incorporado na maior parte do mundo (por isso a liberação naquelas bandas), o que significa que a doença irá se alastrar ainda mais, caso as pessoas não se conscientizarem e o Poder Público não alertar com ênfase o problema. Até que a Secretaria do Estado sempre está “pisando” firme sobre o fato, mas a população não dá ouvidos. Fiscalização praticamente não existe e muita gente que tem o poder de cobrar através da “escrita”, fica calada por motivos que todos sabem. Nenhum promotor vai arriscar realizar um grande evento pelo menos até novembro: isso é fato! Mas como eles vão ficar até lá? A própria burocracia impregnada pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, mostra claramente que nada está sendo emergencial. Os promotores culturais vêm sofrendo todos esses meses sem qualquer ajuda das autoridades competentes, que em época normal, são os primeiros a pedir ingressos nos eventos grandiosos. A abertura gradual no setor de entretenimento vai beneficiar sim (nem tanto), alguns proprietários de bares e restaurantes que estão agonizando nestes meses. Mas será que o público vai respeitar? Acredito que não. Sabemos que no fundo, o consumo normal de entretenimento só deverá ocorrer quando tivermos uma vacina. Antes disso, o público naturalmente será menor. Penso que os promotores de eventos em Campo Grande e no interior do Estado deveriam ter a mesma atenção que outros setores estão tendo, já que eles vivem de seus eventos. Há empregados que dependem deles. Há muita coisa em jogo e pouco está se fazendo (para dizer nada). Ajuda tem que ser rápida, sem burocracia! Esperamos que com essa abertura gradual, o mês de dezembro que estão marcados grandes shows, a situação esteja bem melhor do que atualmente está. Os promotores não fazem eventos apenas para sobreviver financeiramente. Eles também

gostam de Cultura que é a sobrevida de um povo!

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