• Alex Fraga

Opinião – Luis Ávila e sua guitarra contra o racismo em Londres

Identificado com as causas sociais, o músico sul-mato-grossense Luis Henrique Ávila que por muito tempo esteve participando dos eventos culturais em Campo Grande, interior do MS, de bandas, descobrindo cantoras talentosas que estavam no anonimato, além de ser um dos responsáveis por reerguer praticamente das “cinzas” o grande e talentoso guitarrista Zé Pretim, mostra que mesmo morando fora do país procura alertar que é necessário “gritar” em nome das minorias e ajudar de uma forma outra manter viva a chama da solidariedade e da gratidão. Hoje morando em Londres, Luis Ávila sentiu-se na obrigação nessa época de “isolamento social”, tocar canções (todas as quintas-feiras) para os moradores de Stockwell, o mesmo bairro onde o brasileiro Jean Charles de Menezes morava e que foi assassinado em julho de 2005 pela polícia metropolitana da cidade. Na semana passada, o músico tocou e cantou três canções no pátio do condomínio onde reside mostrando sua revolta e solidariedade com relação a morte nos Estados Unidos de Gorge Floyd, um negro de 46 anos que teve o pescoço pressionado pelo joelho de um policial por mais de oito minutos e que promoveu uma onda de protesto em todo o país. Assim ele apresentou três belos clássicos e que representam o poder que a música tem para as pessoas: duas do jamaicano Bob Marley, “Three Little Birds” e “One Love, e uma de nada menos do que o americano Marvin Gaye, através da bela “What’s Going On”. O músico se posicionou com relação ao racismo, algo que a maioria dos artistas do Mato Grosso do Sul ainda não se atentou categoricamente. Alguns o fizeram apenas em redes sociais e outros como sempre, ficaram “em cima do muro” e esperar o que vai dar, para tomar uma “quem sabe” posição, no pensamento do que a maioria irá fazer. Luis mais uma vez mostrou além do seu talento musical como excelente guitarrista, que é preocupado com o ser humano. Necessário que as pessoas acordem e vejam o tema como o próprio Nelson Mandela dizia: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”. Uma verdadeira demonstração de afeto concreto que todo artista deve ter com sua arte e com as pessoas!


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