• Alex Fraga

Opinião – Gilson Espindola e Antonio Porto “brindam” com som do MS em Live!


Gilson Espíndola hoje é o único artista que mantém uma frequência com suas lives semanais desde o surgimento da pandemia. Um artista que tem visão diferenciada para divulgar o seu trabalho usando as redes sociais. Vejo que a maioria dos artistas do Mato Grosso do Sul simplesmente ignora esse “compromisso” com seus fãs. Todos entraram nessa “onda” das lives, fizeram uma ou duas aparições e simplesmente desapareceram. Vejo que a divulgação é um processo extremamente fundamental para que as pessoas saibam que o artista está entrando ao vivo, com seu horário específico e dia, como Gilson o faz acompanhado com sua parceira Marcia Xavier Espíndola (que faz a produção e ainda canta). O mais importante ainda é que o artista faz o que realmente as pessoas que estão em casa querem ver e ouvir: música boa e principalmente a interação com todos que entram no canal dele ou no facebook quando está sendo transmitido. Ontem (sexta-feira) estava anunciado que ele iria fazer um som que lembraria “Músicas da Noite”, que há anos, tocava nos bares. No entanto, uma grata surpresa surgiu tanto para Gilson, Márcia e os seguidores: simplesmente Antonio Porto, um dos músicos mais completos do país e que relembrou com ele, lindas canções regionais do passado. Assim a live iniciou com “Cunhataiporã”, de Geraldo Espíndola, seguida de “Romaria”, de Renato Teixeira. Interagindo com todos e num bate-papo agradável, cantaram “Pelo Rádio”, de Celito Espíndola e Geraldo Espíndola. Passaram para a bela “Abril”, do próprio Antonio com Celito. Uma versão diferente e linda. Ao encerrar a canção, ele explicou num tom engraçado, que a música chamava “Junho”, que foi feita para uma garota de Dourados (MS) na época. Ela surgiu, segundo ele, em São Paulo quando estava na casa de Jerry Espíndola. Disse que tocou a música e Celito que estava na rede, imediatamente (não tão ligeiro), fez com que ele tocasse mais e assim surgiu a letra. Como não poderia faltar, tocaram “Uma pra estrada”, de Geraldo Roca. Mais uma vez Antonio Porto contou uma passagem sobre Roca que foi extremamente engraçada, envolvendo “conceitos musicais”, e que Porto achava que era uma forma do Roca dizer para ele cortar o cabelo comprido que na época usava. Outra linda canção chamada “Fado”, de Renaldo Espíndola e Emerson Só, deu um ar de sensibilidade na live. Em seguida, uma linda guarânia chamada “Garça Morena”, também da dupla Renaldo e Emerson. “Santa Blanca” de Geraldo Roca foi outra canção que mereceu comentários de Antonio e Gilson: disseram que Roca não gostava da canção, mas que no entanto virou uns dos “hits” dos sul-mato-grossenses. A música foi gravada com muito sucesso por João Fígar no CD “Águas do Pantanal” em 2002. Depois tocaram a única canção parceira feita entre Almir Sater e Geraldo Espíndola: “Pureza”, gravada do Lp vinil Tetê e o Lírio Selvagem e também pelo próprio Gilson e João Fígar. “Madre Canaã”, de Gilson em parceria com Alexandre Saad não poderia faltar. Antonio elogiou muito a versão da dupla Américo e Nando. Já finalizando a bela live, outra canção de Renaldo Espíndola e Emerson Só intitulada “Um calo a mais”. A única canção de artista de renome nacional foi “A novidade”, de Gilberto Gil. Por fim, a live encerrou com um clipe de uma nova canção de Gilson Espíndola em parceria com Gilvandro Filho. Assistir a live com Gilson, Antonio e Marcia foi uma aula de como ser alegre musicalmente de corpo e alma!

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