• Alex Fraga

Opinião – Aurélio Miranda, um violeiro que merece mais respeito!


Poucos sabem que a música sertaneja (a verdadeira) surgiu na década de 1910. Compositores urbanos e rurais começavam a mostrar trabalhos, ou seja, bem diferente do estilo que é mais divulgado entre os jovens e adolescentes de hoje (o tal sertanejo universitário). Em Mato Grosso do Sul ainda bem que alguns artistas ainda lutam para preservar este estilo tão amado por muitos brasileiros da verdadeira música de raiz.


Um desses é Aurélio Miranda, cantor e compositor premiado em vários festivais e que começou a ser conhecido justamente com canções vencedoras; “Estrada de Chão” é a mais famosa, no entanto há outras como “Espuma da Cerveja” e “Proibidos de Amar”. Apesar de ter nascido em Mato Grosso, no município de Poxoréu (sempre enaltece sua terra natal), o artista que reside há muito tempo em Campo Grande é muito respeitado por outros de estilos diferentes, mesmo dos que cantam MPB, samba ou rock.


Um artista que foi eleito o melhor compositor e intérprete do Festival Violeira Rose Abrão (Festa do Peão de Barretos), deve ser exaltado por muitos. No entanto, como sempre, a realidade não é essa, pelo menos para aqueles que “comandam” a cultura local. Nos eventos culturais, ele como outros bons artistas são descartados e raramente aparecem nos projetos. Mas qual é a verdadeira razão para essa tal lista “negra” que incluem artistas como o próprio Guilherme Rondon (já citado no blog) e Carlos Colman.


Aurélio Miranda tem um acervo musical irreparável. E quando escrevemos que os órgãos culturais deveriam apoiar mais esses artistas, não é apenas patrocinando um CD (como os 35 anos de carreira) ou mesmo show. É necessário sim que eles possam estar mais perto da população, participando de eventos e com um cachê que eles merecem. Aurélio Miranda não fica atrás de nenhum desses considerados “grandes” e que são contratados por uma fortuna e não deixam nenhum legado para o povo. Aurélio faz parte sim daqueles artistas que são raros e merecem mais atenção. Merece ser valorizado em vida, e não como ocorreu como Dino Rocha que faleceu recentemente e que somente após sua morte foi reconhecido pelos ditos “comandantes” da nossa cultura. Divulgar a gerar a movimentação artística e dinâmica da cena sul-mato-grossense é fundamental. O artista em geral não precisa de 'tapinhas nas costa'.

Acordem!!!

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