• Alex Fraga

Opinião – Atraso na Lei Aldir Blanc no MS: De quem é a culpa?

Podemos dizer claramente que é inadmissível ver e ouvir a presidente da Fundação de Cultural do Mato Grosso do Sul, Mara Caseiro, ter que praticamente “implorar” em vídeo para que os artistas e trabalhadores da Cultura se inscrevam para participarem da Lei Federal 14.017/20 – Lei Federal Aldir Blanc de Emergência Cultural. Todos os interessados terão até o dia 30 próximo para inserirem os dados na plataforma online Mapa Cultura de MS. Diversos reclamam sobre a atual situação que se encontram, mas nada o fazem para “legalizar” suas situações para o recebimento do montante. E olhe que desta vez os ditos “editais” não estão tão burocráticos como ocorreram nos anos anteriores, tipo: festivais, projetos culturais, etc, etc e etc. Quando as coisas caminham erradas no órgão cultural “máximo”, devemos sim cobrar, no entanto quando há morosidade ou “pouco caso” por parte de alguns artistas, é necessário mostrar essa realidade. Mas, perguntamos: será que muitos deles estão cansados devido os problemas passados e deixaram de acreditar em algo concreto por parte desse órgão? Sabe-se também que muitos artistas não se preparam profissionalmente e não têm nem os documentos necessários de praxe (mesmo que simples). É primordial que sejam profissionais (ambos os lados) para que não ocorram críticas dispersas. Fazer o correto e pronto! Ao todo são mais de R$ 20 milhões que poderão beneficiar cerca de seis mil artistas e trabalhadores culturais do Estado (e olha que existe esse número sim). Por incrível que pareça não foi atingido nem 10% desse público. Alguns poderão alegar que foi falta de divulgação? Acredito que não seja por esse fato. Por sua vez, houve um atraso sobre a distribuição dessa verba emergencial (falam-se que a verba está parada há dois meses) E por quê? Artistas de outros Estados já foram beneficiados, como no Ceará (tanto da capital como no interior) que começou a distribuir no dia 4 de setembro. No Mato Grosso do Sul alguns estão passando por necessidades, muitos deles do interior do Estado que mesmo antes da pandemia já passavam por esse “isolamento cultural”. Produtores nem se fala, pois são sete meses sem ter condições de produzir algo para o sustento, já que a maioria vive de suas ações culturais. Que tudo se resolva o mais rápido possível. Paga-se então pelo menos dois meses logo de início dessa cota. Que os artistas procurem o site da Fundação de Cultura tirem suas dúvidas. liguem, "encham" o saco mesmo e tentem resolver. Não desistam. Mas também que o órgão cultural continue diminuindo a burocracia em todos os projetos culturais lançados (já está, o que é um bom sinal). Verba tem para solucionar essa questão!


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