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Miniconto - Intervalo do cafezinho, por João Francisco Santos da Silva



Sábado no Blog do Alex Fraga é dia de miniconto como o médico clínico geral, acupunturista e escritor de Campo Grande, João Francisco Santos da Silva, com "Intervalo do cafezinho"


Intervalo do cafezinho


Para o próximo mês já estava planejado e agendado um importante evento, a chamada “1ª SEMANA DA FRATERNIDADE LABORAL”. Seria uma semana inteira com palestras, oficinas e várias atividades voltadas para estreitar o convívio harmônico entre os funcionários. Durante o evento estava prevista a realização de uma oficina em período integral, com uma dinâmica de grupo onde os funcionários procurariam reconhecer os pontos fortes e fracos dos demais colegas. Conhecer melhor o colega as vezes é fundamental para a redução de riscos laborais.

Na verdade, a ideia da Semana Laboral surgiu num momento de ócio criativo do gerente de RH. Ele estava sentado na sala de cafezinho quando observou o comportamento de dois colegas de trabalho. Ambos com mais de 20 anos de empresa. Ficou impressionado como as pessoas mesmo convivendo diariamente e depois de tantos anos ainda quase não se conheciam.

Durante o intervalo do cafezinho, dois colegas de trabalho se encontram na copa e tiveram a seguinte discussão:

— Me desculpe! Sinto muito! Não sabia que o barulho da minha mastigação lhe incomodava tanto. Prometo que nunca mais vou comer castanha na sua frente!

Imediatamente ao terminar a frase, enfiou na boca uma mão cheia de castanhas. E começou a mastigá-las, abrindo e fechando bem a boca. A intenção era fazer bastante barulho. Sorria enquanto mastigava, mirando fixamente os olhos do colega.

A provocação deu certo e a reação do ofendido foi quase imediata. Pelo chão ficou esparramada uma mistura de castanhas, com dentes, café e sangue. Fim de papo e do intervalo do cafezinho.

— Não era para tanto. Porque o soco na cara? Há pessoas que não apreciam ou desconhecem o que seja uma sútil ironia. E não reagem nada bem quando contrariadas. Pensou o sujeito agora meio banguela.

— Eu sempre tenho razão. O que me atrapalha um pouco é o meu pavio curto. Depois quando estouro acham ruim. Resmungou consigo mesmo o colérico boxeador.

Depois de assistir à cena de pugilato, o gerente de RH estava com mil ideias para a sua Semana Laboral. Contudo, como medida preventiva inicial, ele imediatamente elaborou um primeiro e super criativo slogan e o afixou à porta do cafezinho: “NESSE RECINTO É PROIBIDO SOCAR A CARA DO COLEGA DE TRABALHO”.

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