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Microconto - Januário e Juliana, por Athayde Nery

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • há 4 horas
  • 1 min de leitura

Quinta-feira no Blog do Alex Fraga é dia de microconto, com o advogado, poeta e escritor de Campo Grande (MS), Athayde Nery, com Januário e Juliana.


JANUÁRIO E JULIANA


Januário da Silva, divertido, de família abastada, cresceu sem tantos solavancos, inteligente, gostava de joguinho e mulher pelada na internet. Estava estudando engenharia agronômica. Juventude com maconha, cachaça e cerveja, Futebol na veia, Operariano aqui e Fluminense roxo no Rio, seu pai comercialino e corintiano. Se apaixonou por Juliana. Pobrezinha e sem cabeça. Mas um mulherão das bundas bem torneadas e umas coxas de filé mignon como ele dizia. -Essa mulher me deixa arrepiado até nas sobrancelhas . Ela no tic toc e ele estudante dependente do pai. Transa daqui. transa dali, já não veio a menstruação. Ela tem 17 anos. Grávida. Ela não queria mas, ele queria. Ela queria tirar e ele não. Ela marcou o dia, ia acabar com o corpo dela. Clínica clandestina; R$ 4.000,00 reais, Ele que se virasse para pagar. Pegou com o pai, que lhe deu na hora. Procedimento numa terça feira de manhã. Consultório no terceiro andar. - Espera um pouco que o médico já vem. Veio um jovem com óculos graúdos, avental de açougueiro. - Vamos lá. Deixa o dinheiro com a Secretaria. O procedimento é rápido. Prepara a moça. Se dirigindo à Secretaria. Januário pagou. Estava confuso. Era seu filho ou filha. Sacanagem. Fazer o que? Sumiu Juliana numa porta. Ele ficou lá sentado. Meia hora, uma hora, hora e meia. Sai o médico espavorido. Ela morreu. Deu uma complicação. Manda buscar o corpo.

 
 
 

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