• Alex Fraga

Músico – Claudio Morce: estrelas não morrem, elas brilham sempre!


Quando um músico morre, os tons silenciam na terra. Talvez o universo esteja com carência de estrelas brilhantes. Em tempos de pandemia muitas delas estão deixando a terra mais escura para iluminar o céu. Uma dessas partiu nesta quinta-feira e deixou a classe artística que o conhecia abalada. Claudio Morce, multi-instumentista e um ser humano fantástico, o músico paulista e que estava morando em Corumbá (MS) foi mais uma vítima da Covid. Mas o que escrever sobre uma alma leve e bonita? Morce era aquela pessoa que tinha uma dose fantástica de equilíbrio interior, leveza e muita calma em sua alma. Difícil descrever alguém que tinha uma porção de risos, sol, sonhos com seu projeto do Instituto Uniom, criado em 2015 com objetivo de acreditar sempre no desenvolvimento do potencial humano como forma de transformação pessoal e social. Sempre disse que através do acesso a metodologias, informações e práticas sustentáveis, aplicadas às diversas áreas do conhecimento humano, poderia criar condições para o desenvolvimento de uma futura geração mais participativa, consciente, sustentável, tolerante e principalmente ética. Um músico de qualidade ímpar e que tocou com grandes artistas no país e fora, entre eles Adriano Grineberg que o considerava como irmão, Nasi (Ira!), banda Rouge, Thaíde, Bocato Sergio Duarte Lancaster e Flávio Naves, Agnaldo Timóteo, Flavio Guimarães, Andreas Kisser, André Christovan, Banda Blue Jeans, Blues Etílicos, Banda Jack Joe, Banda Black Hat, Caroline Negrão e muitos outros. Integrou uma das principais bandas de blues e r’nb do cenário nacional, a The Albatross Blues Band, fundada pelo então reconhecido guitarrista argentino Danny Vincent . Com a banda, realizou dezenas de shows por todo país em casas de shows, teatros e centros culturais espalhados pelo território nacional. Após a saída do líder da banda, Claudio Morce além de gaitista também assumiu como guitarrista principal da Albatross Blues Band. Saíram em turnê pela América Latina, tocando nos principais festivais e casas de espetáculos. No Mato Grosso do Sul veio fazer sua morada e construir seu sonho: o Instituto Uniom. Participou do Bonito Blues & Jazz Festival tocando com Adriano Grineberg, Simão Gandhy e Renan Heimbach. Um show inesquecível! Um dia triste, mais ficamos com a frase de Buda: “Em nossas vidas, a mudança é inevitável. A perda é inevitável. A felicidade reside na nossa adaptabilidade em sobreviver a tudo de ruim”.




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