Livro - Alessandro Sputnik lança “Uma dose de poesia nessa vodca” na Bienal Pantanal
- Alex Fraga

- 9 de out.
- 2 min de leitura

O escritor e poeta Alessandro Sputnik estará autografando seu novo livro durante a Bienal Pantanal, no stand de Coletivos MS – Tarja Preta e Mulherio das Letras, até o dia 12 de outubro, das 09h às 17h, no Palácio Popular da Cultura. Neste seu terceiro livro de poesias, intitulado "Uma dose de poesia nessa vodca" e nos outros dois livros anteriores (Palavra Venérea e Doce Diabo).
De acordo com o contista Eusvaldo Rocha Neto, Alessandro Sputnik , lança o verbo no mundo como uma forma de resistência, mas não só. A palavra lançada ao mundo, no muro ou no papel é uma espécie de compromisso do poeta. E é sob o signo do compromisso com a humanidade e com a humanização das pessoas que o poeta conclama: "...Que a arte nos seja leve." e, poderíamos acrescentar, já que a vida não é.
A vodca de Alessandro Sputnik tem poesia e nenhum gelo quando anuncia que "Minha palavra é propaganda ideológica", e segue disparando seus versos curtos, enxutos e certeiros como, entre outros versos, o seguinte:
"País de pólvora
esse barril
chamado
Brasil.
Que se exploda
Quem o pariu.”
Apesar dos tempos tristes em que vivemos, o amor, esse imortal, aparece na segunda parte do livro:
"Quer meu coração?
Ele está na boca.
Beije-me
e engula
a artéria oca."
Embriagado, talvez, esteja o coração do poeta. Louco, certamente. Porém,
"Esqueçam os sãos.
Quem não se embriaga
não faz revolução.”
Poderíamos acrescentar que quem não faz amor, também não".
Trabalho - A arte da capa, em aquarela, foi criada pela artista plástica Giane Bifon, fechando o conceito metafórico do título “Uma dose de poesia nessa vodca”, copo e gelo, tom azul e as letras recortadas como um jogo. O prefácio é do escritor Henrique Pimenta, que destaca: “Sputnik assume as vezes de um satélite artificial que vai de encontro, como se fosse uma bomba carregada de consciência, às tais e tantas hipocrisias supracitadas. Em paralelo, nunca é demais citar Clarice Lispector em “A hora da estrela” com suas eclosões epifânicas. Talvez o poeta tenha se inspirado na ucraniana, na russa, na cabra-da-peste pernambucana e na carioquíssima autora para driblar e chutar em direção às traves das intimidades reveladoras e fazer o gol.”





Professor e poeta. Admiração total ao seu trabalho.