• Alex Fraga

Live – De Londres, Luis Ávila mostra os sons do Mato Grosso do Sul!


Marcus Garvey, filósofo e ativista jamaicano disse: “Um povo sem o conhecimento da sua história, origem e cultura é como uma árvore sem raízes”. Com isso escrevo que é extremamente gratificante saber que artistas do Mato Grosso do Sul que atualmente residem fora do país, sempre estão mostrando para o mundo dessa grande e rica culturalmente região brasileira. Nesse tempo de “live”, o músico Luis Henrique Ávila, campo-grandense que reside na Inglaterra – Londres - fez uma grande homenagem acompanhado de sua guitarra, canções de músicos e compositores do MS. A escolha foi muito difícil justamente pela diversidade musical existente – desde o pop, rock, regional, soul, blues e MPB. É óbvio que faltaram outros, mas o tempo é escasso quando se propõe uma live. Assim, o músico começou tocando “Uma pra Estrada” de Geraldo Roca, com versão da banda Vaticano 69; em seguida tocou o mestre Geraldo Espíndola com “Kikiô”. Não poderia faltar aquela que se tornou um dos hinos do Mato Grosso do Sul, Trem do Pantanal”, de Geraldo Roca e Paulo Simões, em uma versão de Almir Sater. O blues esteve presente na vida de Luis Ávila, Ele sempre gostou e já participou e formou bandas na cidade. “Mutantes” da Bêbados Habilidosos, de Renato Fernandes e “Primavera”, música autoral do Zé Pretim e “Lava de Blues” de Geraldo Espíndola e Elza Soares, foram as escolhidas. Belas canções e que fazem parte da história da do blues sul-mato-grossense. A balada “Campos da Paz” de José Boaventura, lembrou esse artista que foi o responsável pelo primeiro CD de Blues no Estado. Outra geração foi lembrada também com “Meu Vício” de Jerry Espíndola; “Meu Carnaval” dos Filho dos Livres e “ O Seu Amor”. do douradense, Daniel Freitas, aliás, uma das mais belas canções já composta por esse músico. Outra geração não foi esquecida também com o som de Ton Alves com a bela “Noites em Claro” e “O Acaso” da maravilhosa e multi-instrumentista Ju Souc. O pop rock da banda Haiwanna teve seu espaço com a “Super Herói”. Nesse passeio pela música sul-mato-grossense tocou “Chega de Cidade” de um dos artistas hoje reconhecido nacionalmente, Guilherme Rondon. Por fim, encerrando essa live especial, “Fases”, de Zé Du e depois com nada menos do que a conhecidíssima “Castelânea”, de Carlos Colman. Não estava no “script” e a pedidos, terminou com “Mochileira”, do eterno Geraldo Roca, numa versão de Almir Sater. A live do músico Luis Ávila sem dúvida teve saudosismo e valorização da música que é feita no Mato Grosso do Sul. Seria muito bom que outros músicos que residem fora do Brasil não perdessem essa identidade como ele! Acertou em cheio!

57 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo