• Alex Fraga

FLIB 2019 – Debates sobre literatura feminina mostram a força de um processo pleno

O segundo dia da FLIBonito definitivamente “cravou” a genialidade das mulheres em todos os campos das artes. Seguindo a programação, diversas palestras, apresentação de textos poéticos, livros e debates interessantes que nos levam a refletir o quanto trabalhos femininos ainda estão escondidos e que são limitado devido o machismo que impera entre todos os setores, inclusive nas artes. Ontem (sexta-feira) no Espaço Estação Provisória e também no Lounge Literatura: Substantiva feminina foi um verdadeiro posicionamento intelectual dessas mulheres que na luta que é cruel, conquistam seus espaços.


Pela manhã, por exemplo, ocorreu uma mesa de discussão sobre: “O papel das Feiras Literárias na formação de leitoras e leitores”, com Ana Cristina Araruna de Melo, do Ministério da Cultura e Melly Sena, da Fundação de Cultura. Para quem assistiu, com certeza pode sair dali consciente de que existe um trabalho considerado de “formiguinha” para que cada ano, essa construção seja mais compactada e envolvente para as pessoas. Deve-se sim a essa liberdade de expressão que cada vez fica mais complicada de se romper. Mas por sua vez com um trabalho árduo de algumas pessoas, esse movimento surge com muita esperança na área das letras.





Outro fala interessante e que mostrou o potencial da mulher negra, foi no Lounge Literatura: Substantiva Feminina – Palavra Plena sobre “Carolina Maria de Jesus: catadora de papéis e de palavras”, com Marcela Ernesto dos Santos. Um trabalho lindo e que mais uma vez a palestrante mulher negra mostrou sua verdadeira identidade e luta por seus ideais. Em um dado momento quando foi aberta a discussão com o público, foi questionada a questão de uma divisão sobre a Literatura Feminina e Literatura Negra Feminina. Marcela Ernesto dos Santos foi enfática em dizer que é necessária sim, abordar a questão da literatura feita por mulheres negras justamente porque estamos ainda passando por um processo de transformação e afirmação. Não é apenas Literatura em si apenas, não há divisão, há sim posicionamento firme de mostrar que as mulheres negras têm que ter seu espaço e lutam por isso. A dificuldade existe e tem que ser rompida e falada abertamente. Sem dúvida, uma grande lição para todos que ouviram e participaram da palestra e debate.

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