• Alex Fraga

Dourados - Peça de Nelson Rodrigues estreia nesta quarta na UFGD

A comédia Viúva, Porém Honesta, de Nelson Rodrigues estreia nesta quarta-feira (22), às 20 horas, a Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD – Unidade II e que se estenderá até o sábado (25). A realização é da XI turma do curso de Artes Cênicas universidade; O espetáculo, que é resultado de um ano de pesquisa nas disciplinas de Encenação I e II do curso, é gratuito e aberto para todo comunidade douradense. O trabalho nasceu nas disciplinas de Encenação I e II que preveem a elaboração e criação de uma montagem teatral coletiva com base em algum texto dramático.

A história gira em torno da família Albuquerque Guimarães e sua mania por especialistas. JB de Albuquerque Guimarães é o diretor do jornal A Marreta, e apesar de nomear ministro pelo telefone, não consegue lidar com a viúves de sua única filha Ivonete, que depois da morte do marido resolve virar uma mulher “honesta” e manter-se fiel a memória do morto. Preocupado, o pai da jovem convoca conceituados especialistas para solucionar o problema da filha.

O texto, apesar de ter sido escrito em 1957 permanece atual e retrata, de forma cômica, a hipocrisia da sociedade ao discutir questões como a família, a imprensa, a política, a arte e as falsas moralidades por traz destas instituições. Nelson Rodrigues classifica seu texto de uma farsa irresponsável e nos apresenta personagens tão corruptos quanto carismáticos que continuamente fingem ser o que não são. A partir de situações absurdas que nos fazer rir, a peça exibe e critica as fraquezas do ser humano e sua tendência para corromper ou se deixar corromper.

Sinopse da peça - A peça traz a história da jovem Ivonete, filha do Dr. JB de Albuquerque Guimarães, diretor de um dos jornais mais influentes do país: A Marreta. Ivonete, ao ficar viúva de Dorothy Dalton, o crítico de teatro do jornal do seu pai, recusa-se a sentar e fecha-se em um terrível luto em memória de seu falecido marido. Preocupado com o estado da filha, o pai convoca uma comissão de “especialistas” em sexo (todos charlatões) a fim de resolver o caso: Dr. Lupicínio (o psicanalista); Madame Cricri (a ex-cocote); Dr. Sanatório (o otorrino). Somando-se, inesperadamente, a essas três personalidades, surge o Diabo da Fonseca que vindo das profundezas do inferno irá seduzir, perverter e criticar uma sociedade e suas hipocrisias no âmbito familiar, do trabalho, da arte, do amor e do sexo.

A direção é de Flávia Janiaski e conta com o elenco: Dr. JB – Kaio Ramos e Mykael Poloni; Pardal – Geovanna Souza e Pietro Bonfim; Dr. Sanatório – Guilherme Ranzi; Dr. Lupicínio – Gabriel Silva; Dr. Lambreta – Nega Carolina; Dorothy Dalton – Thi Oliveira e Mykael Poloni; Diabo da Fonseca – Natalie Melody e Nórton Marchewicz; Ivonete – Larissa Hayashida e Viviane Rassa; Madame CriCri – Laís Romão e Thi Oliveira; Tia Assembléia – Nicole Paiva; Tia Solteirona – Amanda Moreira; Padre - Pietro Bonfim e Natalie Melody; Enfermeiros - Geovanna Souza, Kaio Ramos e Nórton Marchewicz; Produção: Caroline Alves; Preparação Corporal e colaboração de cena: Ariane Guerra e Gina Tocchetto; Trilha Sonora: Natalie Melody; Cenografia: Gil Esper e Rodrigo Bento; Iluminação: Gil Esper e Rodrigo Bento; Figurino: Guilherme Ranzi, Thi Oliveira e Viviane Rassa; Design Gráfico: Bruno Augusto; Maquiagem: Kaori Honda e Loren Lopes e Confecção de adereços: Luci Ana.

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