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Documentário - Pré-estreia nesta terça do "80 anos da Colônia Agrícola Nacional de Dourados" (CAND)

  • Foto do escritor: Alex Fraga
    Alex Fraga
  • 11 de ago.
  • 2 min de leitura

***Fernanda Ebling - Arebol Coletivo*** - - -


O anfiteatro Celso Müller do Amaral, na Escola Estadual Presidente Vargas, de Dourados (MS) recebe no neste dia 11 (terça-feira) a exibição do curta-metragem documentário “80 Anos da Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND) 1943-1969”. Dirigido pelo cineasta Fabrício Borges e gravado entre os anos de 2024 e 2026, a obra de 25 minutos é voltada para estudantes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio, o documentário resgata o processo histórico responsável pela criação de diversas vilas, distritos e municípios no sul de Mato Grosso do Sul.


Resgate histórico e territorial - Mais do que um registro visual, a obra possibilita ao espectador conhecer a fundo a região da Grande Dourados e compreender as políticas públicas de colonização implantadas na época sem deixar de lembrar a presença ancestral dos povos originários que habitavam a região muito antes da chegada dos colonizadores. Essas ações governamentais foram o motor para formar, povoar e desenvolver o sul de Mato Grosso do Sul. Com recorte temporal centrado no período de atuação da CAND (de sua criação em 1943 até sua extinção em 1969 pelo governo federal), o filme passa por nove municípios originários dos projetos das Colônias Agrícolas, municipal e nacional, entre os municípios de Dourados, Itaporã, Fátima do Sul, Vicentina, Glória de Dourados, Jateí, Douradina e Deodápolis, além dos distritos da região. A obra intercala imagens atuais gravadas nos locais com fotografias antigas do acervo regional.

Um outro olhar: O protagonismo indígena - A produção também propõe uma reflexão profunda sobre o território. Ao celebrarmos a história de Dourados e as marcas deixadas pela colônia agrícola, faz-se fundamental reconhecer aqueles que a construíram e habitavam a região anteriormente. Os povos originários Kaiowá, Guarani e Terena são parte integrante do tecido social e merecem ser devidamente reconhecidos como parte essencial da história de Dourados e de todo o estado.

Embasamento teórico e pluralidade cultural


A fundamentação teórica dos argumentos e a narração do documentário são assinadas pelo historiador, poeta e escritor Prof. Dr. Carlos Magno Mieres Amarilha, a edição e finalização do documentário foi feita pela também cineasta Tatiana Varela Besteiro, enquanto a trilha sonora foi composta pelos músicos Fernando Dagata e Simão Gandhy. Para retratar a diversidade étnica e cultural que formou a região (unindo povos originários Terena, Guarani e Kaiowá a migrantes e imigrantes), o filme traz entrevistas com: Celino Ramos Chimenez, Presidente da Colônia Paraguaia de Dourados; Luciano da Silva Borges, Presidente do Centro de Tradições Nordestinas de Dourados (CTN); Ermínio Guedes, Ex-presidente do Centro de Tradições Gaúchas de Dourados (CTG) e Emislene Silva Mariano, Professora de etnia Terena, com 19 anos de atuação na reserva indígena de Dourados e Suzana Arakaki: Professora de História na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS - Amambai).


Inclusão e acessibilidade. Financiado pela Lei Paulo Gustavo, FCMS Nº 09/23 EDITAL PARA FOMENTO A AÇÕES CULTURAIS DE AUDIOVISUAL MATO GROSSO DO SUL @minc, o evento de lançamento contará com intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) ao

vivo e assistência da equipe de produção com orientação em linguagem simples. A obra também disponibilizará versões digitais com audiodescrição, legendas e Libras para a rede escolar e o público em geral.

 
 
 

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