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  • Foto do escritorAlex Fraga

Documentário - Filme goiano aborda vulnerabilidade de ribeirinhos do Pantanal

A pesca é uma das atividades mais antigas desenvolvida pelo homem. Além de prover a ele alimentação fresca e nutritiva, garante outros recursos necessários à subsistência por meio da troca ou venda do pescado. Mas afinal, o que é subsistência? O que se enquadra dentro deste conceito? Essas são perguntas que norteiam o problema central tratado pelo filme documentário “À margem” que aborda os desafios da inclusão de populações tradicionais nas políticas de conservação ambiental do Pantanal.

A exibição do filme e discussão a respeito do tema, com participação de especialistas, será realizada de forma virtual nesta quarta (27) às 20h (horário de Brasília) 19h (horário MS) no canal do Youtube da produtora audiovisual Moment, que editou a obra. O filme é dirigido pelo jornalista e documentarista Igor Caldas, que produziu o longa durante a participação de uma expedição que levou serviços essenciais às comunidades de difícil acesso do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, percorrendo o Rio Paraguai, no Pantanal. O evento foi idealizado pelo jornalista Raphael Bezerra da Silva que foi responsável pela produção executiva e realizará a mediação da discussão online.


O longa-metragem contextualiza a dicotomia existente na região em que, por um lado, populações tradicionais do Pantanal lutam pela garantia da terra e o direito à pesca para sobrevivência de seu povo e sua cultura e, por outro, ONGs ambientais defendem que o compromisso com a proteção ambiental exige a proibição da pesca e o afastamento de qualquer tipo de presença humana dentro de áreas de conservação. Neste contexto, o filme aborda as contradições e desafios para condução de uma política de conservação ambiental inclusiva.


A discussão sobre o tema contará com a participação de especialistas como o professor da Universidade Federal do Oeste do Pará Nirson Medeiros da Silva Neto, que possui pós-doutorado pelo Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de São Paulo, além de doutorado em Ciências Sociais na área de Antropologia e lidera o grupo de pesquisa “Justiça restaurativa, construção de paz e bem viver: estudos em torno da Amazônia brasileira”.


Além de Nirson, também haverá participação do professor da Universidade Federal de Pelotas, doutor em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Jorge Eremites, que acumula experiência em trabalhos com comunidades indígenas há décadas, sobretudo entre os Guató, Terena, Kaiowá, Guarani (Avá Guarani), Nambikwara (Katitaurlu do Vale do Sararé) e Fulni-ô do Santuário dos Pajés, e ainda com algumas comunidades quilombolas nas regiões Centro-Oeste e Sul do Brasil. Atualmente, realiza pesquisas junto a comunidades Guató na região do Pantanal.

Outras participantes da discussão serão a juíza federal lotada na Turma Recursal dos Juizados Especiais da Justiça Federal do Mato Grosso do Sul e professora na Unigran e pesquisadora dos direitos da Natureza, Raquel Domingues do Amaral. A artesã, educadora social e anciã indígena Guató Catarina Ramos Guató, representará as comunidades tradicionais do Pantanal Sul no debate.


Pelo menos três comunidades ribeirinhas da região do Pantanal Sul sofrem problemas socioambientais semelhantes aos que são denunciados pelo filme documentário. São elas: a Área de Proteção Permanente Baia Negra - Ladário (MT); Porto Esperança - Corumbá (MS) e Barra de São Lourenço - Corumbá (MS).


Serviço: Exibição e discussão do documentário ‘À Margem’ Data: 27 de abril (quarta-feira) (HOJE) Horário: 20h (HORÁRIO DE BRASÍLIA) Local: Sala virtual Transmissão: Youtube - Link estará disponível no perfil da @momentfilmes, no Instagram. A participação é gratuita

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