• Alex Fraga

Crítica - Som da viola caipira de Marcos Assunção encanta e mescla jazz, blues e rock!

Artista encanta a todos com o show no Teatro Glauce Rocha. (Fotos Valentim Manieri)

Quem esteve na última terça-feira no Teatro Glauce Rocha em Campo Grande (MS) para assistir o show "Viola para o Mundo", de Marcos Assunção, com certeza pode viajar musicalmente no que podemos dizer que foi um espetáculo para ser ( e deve) facilmente ser apresentado em grandes eventos e festivais do país. Um trabalho mais que especial e com uma qualidade de dar inveja a muitos outros projetos que surgem constantemente, e que na realidade. nem ao mesmo chegam perto do profissionalismo deste. Produção de primeira. O som da viola caipira e da guitarra semiacústica do músico simplesmente encantou a todos. Mesclou em suas músicas autorais, o som da viola com o blues, rock, jazz e o inconfundível regional de raiz. O artista que mesmo ter tocado na Europa e ser respeitado pela classe artística, infelizmente não é ainda valorizado como deveria ser. Para se ter uma ideia, Marcos Assunção é referenciado por artistas como Gabriel Sater e o grande Almir pelo trabalho com essência feito por esse profissional. Ouvir e assistir o show "Viola para o Mundo" foi ter a bela sensação de estar participando de um momento raro em shows em Campo Grande. O artista mostrou em palco o quanto é de excelência. Acompanhado dos músicos Felipe Castro e Jonathan Marques, brilhou intensamente. Vale ressaltar também que esses dois artistas são impecáveis. Felipe e Jonathan, músicos dessa "nova" geração em Mato Grosso do Sul arrasaram e mostraram que podem tocar facilmente com artistas de renome nacional facilmente. A participação especial do baterista Sandro Moreno foi outro momento mágico e ficou aquela sensação de "quero mais", pois tocou apenas uma canção. Foi fantástico !!!. Outro instante especial, sem dúvida foi do percussionista baiano Marco Lobo. É aquilo...um diferenciado. Ter tocado com os mais importantes artistas da MPB do país, com certeza não é para qualquer um. Assim, Marco Lobo encantou com seus sons diferenciados e deu uma verdadeira aula de percussão. Um show!. Mas, Marcos Assunção sem dúvida alguma mostrou para muita gente como realizar um projeto-show de primeiro mundo. Um artista ímpar e que merece mais apoio sempre. O encerramento do espetáculo com a canção que deu título ao show, com a participação do poeta Fernando D'Andrea completou com emoção, aquele que sem dúvida foi o melhor show apresentado nos últimos anos por um artista regional. Foram 11 canções, sendo que 9 (nove) autorais. Prelúdio Pantaneiro, Nostalgia, Caos e Harmonia, Polca do Sucuriú, Sonata Pantaneira, Um dia a Gente se Vê, Pantanal em Cinzas, O Oleiro, Ipês ao Vento (todas do artista), Viola para o Mundo (em parceria com Fernando D’Andrea) e Comitiva Esperança (Paulo Simões e Almir Sater)... Todas especiais como Marcos Assunção. Que venham mais shows desse maravilhoso artista que em pouco tempo estará brilhando nacionalmente, sem dúvida!. Perdeu quem não esteve presente...perdeu e muito!

Momentos especiais no show no Glauce: "Viola para o Mundo" (Fotos Valentim Manieri)


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