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  • Alex Fraga

Crítica – Peri Pane e poema ArrudA encantam apesar do público tagarela em show!

A frase de Honoré de Balzac: “O amor é a poesia dos sentidos. Ou é sublime, ou não existe. Quando existe, existe para sempre e vai crescendo dia a dia”. Com esse sentimento e olhar é que podemos dizer o que foi o show Poe\Sia - “Canções Velhas Para Embrulhar Peixes”, dos artistas paulistanos Peri Pane e arrudA ocorrido na última sexta-feira no Genuíno. A música e a poesia juntas – ou seja -, elas andam sempre juntas, no entanto são raras as aparições no palco: músico e poeta.


Sensibilidade pura o que podemos descrever no evento, mesmo com o péssimo comportamento de algumas pessoas que estavam no local e insistiam em falar alto, dar gargalhadas, não tendo o mínimo de respeito aos artistas talentosos que estavam apresentando seus trabalhos. O público tem que entender que é algo muito raro assistir um espetáculo como o deles em Campo Grande. Parece que certas pessoas saem de casa pensando que vão nessas “baladinhas noturnas” de bebidas e bate papo sem nexo.


Mas, independentemente desses “despojos de submissos”, o que se pode assistir com Peri Pane e o poeta arrudA foi presenciar “in loco”, sensibilidade, pureza e muita qualidade artística. Desde o início da apresentação onde o poeta delicadamente “plantou” flores no músico, tudo mostrava que o show seria maravilhoso e notoriamente impactante. De início, algumas pessoas insensíveis nem mesmo “sacaram” que o show havia começado (falatório geral), e ArrudA começou a soltar as suas palavras e mostrar porque é considerado um dos melhores artistas em São Paulo da ala independente.


Assim foram poemas do arrudA com as canções de Peri Pane. Poemas maravilhosos, como “Queria dizer em palavras, ainda não inventas, me escute no azul das estrelas e no alfabeto das águas. Me escute no canto do vento. Viemos do mesmo nada. O amor é um movimento, onde todo espanto nasce. Esse silêncio que dorme pode acordar em nós, outro dia, outra noite. Outro dia, outra noite nosso tempo seja sempre gentil com a sorte. Pode ser que amanhã ou depois ela volte”. arrudA mostra que realmente é um poeta singular


A continuidade com as belas canções do trabalho musical poético de Peri Pane como “Poema Tomara que Nasça”. “Note”, “Só”, “Poema Demasiadamente”, “Um Rio Me Atravessa”, “Uma Canção”, “Poema Há No Fundo dos Oceanos”, “Poema de Qual Substância”, E Faz Dançar As Marés”, “Sinais Trocados”, “Poema no Seu Batimento”, “Alfabeto das Águas”, “Beijos de Imã”, “Poema Sem Vento”, “Alguns Amores” e a bela canção “Braille”. Participações mais que especiais no show de Jerry Espíndola, consagrado músico do Mato Grosso do Sul pelo seu diferencial e também do grande violeiro Raphael Vital que abrilhantaram ainda mais o espetáculo. No final, música e poesia se uniram em uma “ciranda de roda musical”, onde o público presente participou com muita alegria.



Assistir Peri Pene e o poeta arrudA em uma noite de chuva, foi acalmar o coração e principalmente ficar feliz por saber que existem artistas independentes cada vez mais especiais. Essa independência faz com que possamos acreditar ainda mais na arte. Os dois são pessoas especial e que transbordam felicidade e distribuem amor. Necessário mais uma vez que no retorno deles (esperamos em breve), que algumas pessoas respeitem o momento da apresentação, caso contrário, não vão atrapalhar!

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