• Alex Fraga

Crítica – Público em Bonito se rende aos talentosos “Whisky de Segunda”

Não é de hoje que a banda campo-grandense Whisky de Segunda quando anuncia um show, com certeza é um sinal de “casa cheia” na Capital. No blues ela reina com som verdadeiro originado por afro-americanos do extremo sul dos Estados Unidos em torno do fim do século XIX. Ela tem esse estilo inconfundível e um figurino impecável, com artistas que se incorporam nesse ritmo gostoso e maravilhoso de se ouvir.


Mas, na semana passada, Bonito teve o prazer de ouvir estes caras. Aproveitando o movimento do Bonito Blues & Jazz Festival, um bar central da região (La Bonita Bar e Restaurante) contratou a banda para fazer um show especial aos seus frequentadores, tanto para os bonitenses como principalmente turistas. A ideia foi maravilhosa, pois funcionou como um “esquenta especial” para o evento que entrou em sua sexta edição. A apresentação que teve início por volta das 20 horas praticamente parou o trânsito da região. A Whisky de Segunda com isso começou a passear com seu repertório impecável.


Abriu então com nada menos a canção Dimples, do inconfundível John Lee Hooker, passando pela bela “Crosscut Saw” (Albert King), “Pride and Joy” do monstro Stevie Ray Vaughan e a adorável e bela “May Baby” (Ribs & Blues). O público cada vez ficava mais extasiado com as canções maravilhosas e o ritmo alucinante dos músicos da banda. Mas não faltaram clássicos que todos adoram, como Lonely Man, Crazy Girl, Shake Me, La Grange, SIx Days In Prison, Trill is Gove, Rock Me Baby e a sempre “Mannish Boy” do fantástico Muddy Waters.


O vocalista Robson Pereira, que posso afirmar com certeza, o melhor cantor do gênero em Mato Grosso do Sul, simplesmente brilhou com seu estilo inconfundível e interagiu como sempre com o grande público presente. Cantou até mesmo no meio do público e nas mesas, fazendo com que o show da Whisky de Segunda fosse mais “intimista”, um jeito próximo do artista estar com seu público, principalmente os fãs. O guitarrista Jefferson Pasa e o baixista Cauê Fava como sempre, num entrosamento incrível com solos e ritmos balanceados que deixaram todos com ar de “contentamento dançante”. Rick de Oliveira, um baterista diferenciado e que sempre se incorpora a cada música, e Eric Phill nos teclados, suavidade e muita técnica, além de improvisações magistrais.



O show em Bonito mostrou mais uma vez que a Whisky de Segunda consegue agradar a todos que gostam de boa música, do verdadeiro blues. Ouvir essa banda faz com que nossas noites sejam mais brilhantes. É diferenciada e agradável de ouvir e sentir. Que outros empresários tenham a mesma visão que teve o da cidade turística e leve a banda para mostrar seu trabalho para as pessoas se deliciem como esse ritmo cativante. Valeu e muito ouvir novamente a Whisky ! Aguardamos mais e mais !

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