• Alex Fraga

Crítica – “Os Walkírias” agita público na Morada lotada e trabalho autoral se destaca!

Arthur Schopenhauer disse que “a música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende”. Pois é, quem esteve assistindo a apresentação da banda campo-grandense de pop rock “Os Walkírias” na noite de ontem no Sesc Morada dos Baís pode certamente compreender o que o vocalista Rui Rodrigues diz que a banda é uma “filosofia de vida”. Sim, pelo profissionalismo ela deu para perceber, justamente porque os músicos fizeram o certo: entraram no palco em horário programado (sem atraso) e encerraram no tempo determinado, apesar de ter ficado com aquele gosto de “quero mais”.


Poderíamos até iniciar o texto escrevendo sobre o show com canções das bandas nacionais e hits seus sucesso. Mas não. Apesar da proposta inicial era essa, o que me surpreendeu foram justamente as canções autorais. “Piraputanga”, uma letra fantástica e que mostra claramente o belo paraíso que poucos ainda conhecem. A letra retrata os elementos fundamentais para aqueles que gostam das “coisas” sul-mato-grossenses. Bela canção e com o ritmo do pop rock interessante, Também a “Eu bebo todas”, com refrão fácil e alegre de se cantar. E “São Roque”, uma boa sacada na letra que pede a proteção da banda (roque ou rock mesmo).


Mas a banda tem que acreditar no trabalho autoral, pois não perde para nenhuma das de sucessos nacionais. O mais importante é crer nesse potencial, e com certeza isso ela tem. Rui Nélio Rodrigues (vocal e violão), Rodrigo Frank Portela (contrabaixo), Karlos Eduardo Vendas (guitarra), Wladimir Barbosa (bateria), Marcelo Nantes (percussão), Rajiv da Costa Pedreira (sax) e Cheirinho Flores (trompete) formam essa bela banda que toca com muita alegria.



Diversos sucessos de bandas nacionais e seus hits levaram o público (que lotou as dependências da Morada dos Baís), ao delírio. Canções conhecidas como Go Back (Titãs) que abriu o espetáculo, seguindo de Falar a Verdade (Cidade Negra), Alagados (Os Paralamas do Sucesso), Eu não pedi pra nascer (Lulu Santos), Malandragem dá um tempo (Bezerra da Silva), sucessos do grande Tim Maia, como Do Leme ao Pontal, Não quero dinheiro, Vale Tudo e finalizando com nada mais do que “Taj Mahal” (Jorge Benjor). Vale ressaltar que apesar de todos grandes músicos da banda, o belo trabalho musical dos metais. Sem dúvida, o sax de Rajiv da Costa e o trompete de Cheirinho Flores são um show a parte, principalmente quando “mandam” uma salsa. Perfeitos!. Assistir e ouvir “Os Walkírias” dá um prazer enorme e indico a todos. O que falta? Que gravem urgentemente um CD para que outras pessoas possam desfrutar do talento da banda. Talentosos!

111 visualizações1 comentário

© 2023 por O Artefato. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Facebook B&W
  • Twitter B&W
  • Instagram B&W