• Alex Fraga

Crítica – “O Canto Delas” trouxe a voz e o encanto de Pilar!


A palavra diferenciada no dicionário da língua portuguesa tem 29 sinônimos para três sentidos. Mas o que tem isso a ver com a apresentação da cantora a sul-mato-grossense Pilar, no Festival “O Canto Delas” que reuniu 12 vozes femininas do cenário musical do Mato Grosso do Sul ?. Dessa quantidade de sinônimos poderia facilmente acrescentar mais um, somando 30 como o nome desta artista. Sim, ela nessa apresentação mostrou que apesar de jovem, é singularizada e mostrou muita maturidade. Assim, assimilando o ritmo do som do violão do competentíssimo Ton Alves, ela mostrou composições autorais que demonstram o potencial dessa “menina arteira” de uma voz radiante. Cantou sete belas canções, iniciando com uma composição em inglês chamada “Expresso Love”, chegando loucamente com seu potencial suave de voz. Seguiu com “Mudar o Jogo”. Pilar muda o “jogo de ritmo” da primeira canção e abre espaço para um balanço gostoso de uma letra extremamente interessante. Seus falsetes mostraram a cara verdadeira dessa cantora. Como a letra mesmo diz: “eu não vou reclamar, eu não vou duvidar, eu não vou, eu não vou...”. Veio com “Van Gogh”, retornando a suavidade sonora. Mas, como o próprio artista holandês Vicent, coloriu os nossos ouvidos com uma canção de uma letra inteligente. Aliás, das músicas que ela cantou, é a que tem a letra mais bela. Realmente “mudou todas as cores de Van Gogh” e pintou nossos corações, florescendo assim o gosto de ouvir boas, lindas canções, apesar de nossa solidão. Apresentou outra autoral, “Gentilmente”. Sua primeira canção escrita e gravada. Uma música interessante, mas talvez até pela colocação na ordem do repertório, permaneceu como uma “normal”, diante da força da música anterior. Mas é um samba bossa bem trabalhado. “Namastreta”, um som diferenciado em relação às outras. Talvez é isso que faz com que Pilar seja essa “mocinha” que tem essa singularidade sempre. Brinca com a voz usando todo potencial e com a alegria, deixa a gente sair do inferno astral, como diz na letra. Usa dos ditos “palavrões” que não viram “palavrões” musicalmente. Muito massa! “Feminility“, busca a força da mulher. Solta seu espanhol que cabe muito bem na voz... O interessante, que apesar de ter uma parada não proposital no meio da canção, (erraram o compasso musical) não deixou cair o tom do Ton, com seu sorriso e uma simpatia adorável. Os dois voltaram e brilharam. Pilar encerrou “Favela City”, uma parceria com Zeca Baleiro, mistura o espanhol com o português caiu nessa sorte de soltar o jeito “Baleiro” mesclando outro lado de se “Pilarear”. A cantora Pilar sem dúvida está totalmente pronta para estourar no país facilmente... Assino embaixo!!!

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