• Alex Fraga

Crítica – Na fronteira, Bando mostra que é referência do rock

Ninguém permanece mais de 25 anos com uma banda de rock em um Estado que persiste em adorar a péssima mania de ouvir o tal de sertanejo universitário, se não for boa. Mais uma vez a campo-grandense O Bando do Velho Jack mostrou que é sem dúvida a grande referência musical desse ritmo que é amado pelo mundo todo. Ela apresentou no último dia do Festival Internacional da Cerveja Artesanal, em um sábado (16) no Parque dos Ervais em Ponta Porã com a “casa” cheia.


João Bosco (bateria), Fabio Terra (guitarra), Marcos Yallouz (contrabaixo), Alex Cavalieri (teclados) e Rodrigo Tozzette viajaram pelos clássicos do rock desde a vovó Rita Lee Jones relembrando uma canção pós-saída dos Mutantes, como “Velhos e Velhas” parceria com a paulista “Velhas Virgens”. Seguiram em frente com homenagens aos compositores do Mato Grosso do Sul: Geraldo Roca, Paulo Simões, Almir Sater e Nei Matogrosso. Assim vieram “Trem do Pantanal”, “Cavaleiro da Lua” e “Sangue Latino”.


Mas não podia faltar também o clássico da Made in Brazil, “A minha vida é rock n’roll” que também foi um momento muito especial para todos. Canções internacionais inesquecíveis como Hotel Califórnia, da maravilhosa banda norte-americano de Los Angeles, “Eagles”. O rock mais uma vez venceu e atingiu diretamente os corações dos fronteiriços que já estavam com muita saudade da banda de Campo Grande.


Como sempre, O Bando do Velho Jack mostrou suas várias composições autorais e já conhecida pelo público. ”Cão de Guarda”, uma das canções dos caras que particularmente mais gosto, principalmente pelos constantes solos de guitarra e a verdadeira porrada na bateria de João Bosco. No entanto, a esperada em todas as suas apresentações foi cantada intensamente por todos os presentes. “Palavras Erradas”, composta pelo guitarrista Fabio Terra. A música é sem dúvida a mais conhecida da banda, teve um instante inusitado no show. Um dos seguranças do evento e com certeza fã da banda, não aguentou e começou cantar com entusiasmo e ao mesmo tempo preocupado com “chefia” que estava de olho. A música é especial e atingiu a todos e é obrigatória em todas as apresentações do O Bando.



Ouvir O Bando do Velho Jack no Festival Internacional da Cerveja Artesanal de Ponta Porã foi um verdadeiro presente de Natal para todos que residem na região da fronteira. Os músicos conseguiram levaram tanto os moradores de Ponta Porã, Dourados, Rio Brilhante, Maracaju, Douradina, turistas de vários locais do país, como também os paraguaios de Pedro Juan Caballero. É aquilo que o líder do Led Zeppelin disse um dia: “Você não pode abrir mão de algo que você realmente acredita por razões financeiras. Se você morrer na beira da estrada que assim seja. Mas pelo menos você sabe que tentou. Dez minutos na cena da música era igual a cem anos fora dela”. O show foi incrível!

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