• Alex Fraga

Crítica – Grupo Sampri foi a sensação no carnaval dos blocos na Esplanada Ferroviária


Fim do Carnaval organizado pelos blocos Cordão da Valu e Capivara Blasé na Esplanada Ferroviária, os resultados foram considerados excelentes no ponto de vista cultural e principalmente no que diz respeito ao número de foliões: aproximadamente 40 mil. No horário determinado para a folia, praticamente nenhum incidente grave ocorreu, diferentemente do ano passado. A questão sobre o pós-carnaval, podemos dizer que é a pura falta de educação. Destruíram alguns patrimônios da cidade e lojas do comércio. Mas isso pode-se dizer claramente que não teve a segurança necessária ao entorno da festa popular. Algo simples e que sem dúvida alguma poderia ser evitado.

Mas musicalmente quem realmente conseguiu brilhar na festa foi as meninas do Sampri. Sem dúvida, Renata, Luciana e Magally levaram nos dias que se apresentaram o público ao delírio. Com um repertório apropriado para cada bloco (Blasé com canções voltadas ao axé music, e Cordão Valu com o puro samba canção e de enredo). Na última terça-feira, as primeiras horas do evento foram dedicados às crianças mais uma vez e por fim no começo da noite, a festa teve a participação da sambista Juci Ibanez.

Na realidade, diferentemente de várias apresentações que assisti dele, a artista não teve uma noite feliz. Sim, por incrível que pareça. Até mesmo o repertório não teve uma sequencia adequada como ela mesma o faz. Muitas paradas e tentativas repetidamente para o povo cantar. A potente voz não foi a mesma. Não queremos aqui desmerecer o trabalho musical dela, pois ainda é uma das grandes representantes do samba em Mato Grosso do Sul, mas é que o que ouvi, parecia que não era a Juci Ibanez. Mas uma vez, faltou voz sim e alguns desencontros com os próprios músicos ( e olha que ela estava com um grande no que se refere ao samba, Bibi Carvalho).

Fechando a festa, por volta das 20h15 minutos foi a vez das meninas do Sampri. Puxado pela vocalista Renatinha, o grupo começou a cantar os sambas de raiz, aqueles que elas sempre mostraram o “dom máximo” desse som genuinamente brasileiro. O bom do Sampri é que as três artistas sempre fazem um passeio aos grandes como Clementina de Jesus, Noel Rosa, Paulinho da Viola, Diogo Nogueira, Clara Nunes, Jovelina Pérola Negra, Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho entre outros. A nata sempre esteve nos shows do grupo que a cada ano firma como o principal grupo de samba do Estado.

Até por ser o último dia de carnaval, o Sampri escolheu um repertório mais calma, o que garantiu ainda mais a tranquilidade do evento. Encerrou com nada menos do que “Trem das Onze”, canção de Adoniran Barbosa e eternizada pelo grupo de samba paulista Demônios da Garoa. Renatinha até fez uma breve paródia que não podia ficar nem mais um minuto “depois das 10”. O Carnaval chegou ao fim e com um saldo positivo para os organizadores que trabalharam o ano todo com eventos para cobrir os custos, já que não houve recursos financeiros por parte dos órgãos públicos. Que a festa continue e que tenha mais apoio!

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