• Alex Fraga

Crítica – Festival da Polca e Guarânia é sucesso de público com música de qualidade!

Toda cultura é diversificada e merece sempre toda a atenção, além de abranger inúmeros seguimentos. Por três dias no Centro Cultural Sesc Morada dos Baís abrigou uma aposta do músico, o harpista Fábio Kaida que há dois anos projetou em realizar um festival com os ritmos da fronteira do Mato Grosso do Sul. Com a ajuda financeira da Secretaria de Cultura do Município de Campo Grande, através do Fundo Municipal de Incentivo a Cultura (FMIC), o projeto do Festival da Polca e da Guarânia se concretizou.


Por lá passaram grandes nomes do Brasil, do Paraguai e Chile que lutam para preservar esse ritmo que sem dúvida alguma é uma das referências e influências dos sul-mato-grossenses. No primeiro dia, Fabio Kaida mostrou porque é considerado um dos grandes harpistas do país e passeou por várias polcas e guarânias que empolgaram o público. Do Paraguay, o Duo Mendez Lopes, com mais de 50 anos de carreira, é nada menos comparando com o Brasil, o “Tonico e Tinoco” da música paraguaia. Uma noite memorável para todos que compareceram na abertura do evento. Na sexta-feira (12), compareceram Tomas Roa, o chileno J. Guillermo , o brasileiro Gerson Douglas e seu grupo ( que apesar de roçarem apenas 30 minutos, fizeram mais um trabalho instrumental e muito interessante) e por fim o harpista Marcelo Rojas onde o público pode ouvir esse que é um dos principais harpistas do mundo. Um delírio para quem gosta da boa música instrumental.


Por fim, no sábado, último dia do festival, Jerry Espíndola subiu ao palco e mostrou suas influências com da dita “polca-rock” e que agradou a todos. Também Mauricio Brito e Humberto Yule com o chamado “Chamamé Conrentino” deram um toque a mais na noite que foi seguida pelo grupo paraguaio Amistad. O sul-mato-grossense Marcelo Loureiro encerrou esse grande festival com seu trabalho que é conhecido por todos. O músico dispensa comentários, pois em todas suas apresentações mostra uma habilidade e profissionalismo incrível, tanto no violão como na harpa. Marcelo Loureiro é um músico ímpar!.



Apesar da ausência das secretárias de cultura (assessorias afirmam que elas tinham compromissos anteriores), o Festival da Polca e da Guarânia mostrou que importante esse resgate e principalmente a preservação desses ritmos, pois como todos sabem, a cultura é a identificação de um povo dentro da história que deve ser preservada através da transmissão de conhecimento e uma boa educação traz em seu bojo a preservação deste propósito. Que o próximo ano esse trabalho (festival) tenham continuidade. Parabéns ao músico Fábio Kaida e todos os organizadores!

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