• Alex Fraga

Crítica – Curta de Lu Bigatão exibido na FLIB é uma lição da procura pela liberdade

Alguns setores que movimentam a Cultura em Mato Grosso do Sul não recebem tanto apoio quanto outros. No entanto, mesmo com poucos recursos, profissionais da área conseguem realizar trabalhos de alto nível. É o caso do cinema por exemplo. Na semana passada na FLIB – Feira Literária de Bonito, a diretora e jornalista Lu Bigatão Rios exibiu seu curta-metragem “Fujona em busca da liberdade”. O trabalho captou o que o cinema propõe sempre, que é a técnica e a arte de fixar e de reproduzir imagens que suscitam impressão de movimento, assim como a indústria que produz estas imagens.


O curta-metragem conta a história do filhote de onça pintada que fugiu duas vezes do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres de Campo Grande (MS) e depois foi solta na natureza. É sem dúvida uma grande “sacada” justamente pela diretora mostrar a visão do animal. O curta prende a atenção de todos e mostra a agonia do animal. A liberdade é a tônica. O interessante é que o expectador passa sentir esse desespero e se transporta dentro dela.


Os mesmos passos, o desespero e o olhar. Com câmera se colocando no lugar da onça e reproduzindo seu ponto de vista, o expectador vivencia o sentimento desse animal. Alguns momentos chegam a até ser cômicos, quando da segunda fuga, mas, o rosnar desesperado coloca até um certo desespero nas pessoas para conseguir essa “tal e provisória” liberdade. É uma verdadeira reflexão que podemos ter e fazer com relação com os animais que estão cada vez mais em extinção, principalmente a onça pintada.


Parabéns todos que estiveram envolvidos nessa produção, desde a diretor Lu Bigatão, a co-roteirista Rosiney Bigatão, assistente de direção Carlos Diehl, diretores de fotografia e cinegrafia Fabricio Borges e Tatiana Varela, produtores Fernanda Kunzler e Claudiney Pecois, som direto, trilha e pós-produção de áudio DOPE áudio design, editor Carlos Diehl, colorização e vinhetas de Tatiana Varela, design gráfico Venise Pascoal de Melo e fotografia Marcelo Oliveira. E como Immanuel Kant disse: "Podemos julgar o coração de um homem pela forma como ele trata os animais".


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