• Alex Fraga

Crítica - Álbum De(vagar) de Joice Terra é uma lindeza pura!


Tem certos trabalhos musicais que de cara você ouvindo, sente carinho, emoção, sensação de bem-estar e principalmente lindeza pura. É assim que senti quando pude ouvir as noves canções do álbum autoral De (Vagar), da cantora e compositora Joice Terra, lançado ontem em todas as plataformas digitais. Lançado para alcançar o mundo rapidamente e com certeza já está. Essa mineirinha de voz suave, sorriso doce e com um potencial enorme artisticamente, brilha e ilumina nossas almas com esse novo trabalho. Canções que mexem no coração de qualquer pessoa que tem um pouco mais de sensibilidade, que sente o que realmente é ternura. Ela chega com "Tem Que", muita suavidade, e com certeza de cara já indaga com a pergunta: "Já briu os olhos sem saber aonde?. Já sentiu aquele desespero enorme?. Se apegou com aquele saco cheio de tudo?" - e encara com a resposta clara: "tem que te namastê", como diz a canção. "Leveza", já diz tudo, uma viagem no tempo do silêncio e da paz. Uma música que nos leva a pensar e repensar em nosso imaginário oculto e que deve ser liberto sempre. "Entre dúvidas e certezas de estar em minha alma se faz lugar mais tranquilo" -Já em "Pequena", com participação de sua irmã Pamela Cham, outra que nos faz lembrar das coisas e agradecer sempre. Aliás, Joice Terra sempre foi e será assim, pureza e agradecimento eterno. Mas quem ouve suas canções, com certeza reage da mesma forma. "Bem nasceu, já correu cuidando de três irmãs". A vida acendendo o passado, que não poderia deixar de ser dedicado à sua mãe Cristina. "Menino", lembra sim o belo encanto do som mineiro... me lembrou Milton Nascimento e suas andanças. Aliás, Milton deveria ouvir e gravar essa maravilha. Essa mineirice que a fez dedicar a seu pai José. "Lonjura" é dançante e mesclada com suavidade. A voz de Joice faz como que possamos brindar essa felicidade musical e dançar por aí. Sonoridade que faz falar "mas quando vi Rosinha chegar num vestido cheio de fita, não sei se era seda, não sei se era cita, só sei que ela tava...". "Muda a Dança", em parceria com Peter Mesquita. Um adentro, Peter é um músico diferenciado, e nessa canção empresta sua bela voz misturando com a de Joice. Parceria perfeita. A letra já encerra e diz tudo: "Vida segue pra onde o vento vai". Música daquelas de bom gosto. Com a canção "Minha Sorte", joga desde o início de sua infância e conta uma história que muita gente já teve...mas teve até sorte. Passei pelo porto, farol, e até jogando na areia.. "Dei meia volta, dei meia volta e meia e a minha sorte eu chutei pra fora".

Em "De(Vagar)", talvez escolheu para ser o carro-chefe do álbum pois é a mais bela das belas gravadas pela artista. Todos vão navegar além do seu interior...ela abre nossas janelas das incerteza.. pureza musical. Uma letra perfeita: Um novo caminho, um que sobe os montes, um que a vida esconde e não diz porquê". E o álbum encerra com "Acalma o Tempo". Por estar no litoral, é mais do que natural a cantora e compositora navegue com a visão do barco, do mar e das beleza. "Leve eu dancei nesse seu batucar lançando na luz sem querer questionar. Deixa o amor conduzir, livre pra qualquer lugar". Joice Terra pode fazer desse álbum, algo que poucos fazem nos dias de hoje: mostrar neste álbum, algo de qualidade que enche nossos olhos de emoção. O trabalho autoral de Joice Terra é sem dúvida alguma uma lindeza pura! Aconselho a todos ouvir várias e várias vezes, sem pressa de nada...

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